Gravidez e filhos

Seringa e soro: conheça a nova técnica para lavar o nariz entupido do bebê

Malu Echeverria

colaboração para o UOL

31/05/2017 04h00

Limpar o nariz das crianças em época de resfriados parece tarefa simples, mas não é. No caso dos bebês, é ainda mais complicado. Nos primeiros meses de vida, os recém-nascidos têm dificuldade para expelir o catarro pelas narinas sozinhos. E aí, qualquer gripe, por mais leve que seja, pode se tornar um martírio. 

Recentemente, uma mãe da Tailândia publicou um vídeo no qual usou um método de lavagem nasal pouco conhecido por aqui. Com a ajuda de uma seringa, ela introduziu o soro fisiológico por uma das narinas da filha pequena, fazendo com que a sujeira fosse eliminada totalmente pela outra. Uma cena nada agradável, mesmo para os pais mais habituados a esse tipo de meleca infantil. O vídeo viralizou – até agora, conta com mais de 50 milhões de visualizações. 

Uma dúvida comum dos pais ao assistir as cenas é: "será que dói?". Habituado a recomendar o procedimento em seu consultório, o pediatra Ariel Levy, de São Paulo, garante que não (no vídeo acima, ele usa o método para higienizar o nariz do filho, Gabriel, de 2 anos).

Segundo Levy, além de indolor, o método é seguro e não há contra-indicações. "A não ser que a criança tenha feito alguma cirurgia recente no nariz ou apresente algum tipo de má-formação nasal. De qualquer forma, vale a pena conversar com o médico da criança antes de adotar a prática", indica Levy. 

Seringa, soro e carinho

A pediatra Vanessa Radonsky, do Laboratório Fleury Medicina e Saúde concorda e diz que a técnica é eficaz. Mas é preciso alguns cuidados para colocá-la em prática. O primeiro é a posição da criança. "Se for sentada, tem de colocar a cabeça para trás, para evitar engasgos. Deitada, é necessário elevar a cabeça com um travesseiro", diz a especialista.

Outra dica importante: o soro deve estar à temperatura ambiente, pois se estiver frio tende a irritar a mucosa do nariz (que é mais sensível no caso das crianças). Essa reação pode piorar o resfriado, uma vez que facilita a entrada de outros agentes infecciosos. 

Por último, os pais devem ficar atentos à dosagem. Vale começar com 1 ml de soro e, se a criança reagir bem ao tratamento, aumentar o volume aos poucos até chegar a 10 ml. "Uma vez aberto o frasco de soro, é necessário guardá-lo na geladeira. Os pais têm de tirá-lo dali só uns minutos antes do uso. O prazo de validade é de 10 a 15 dias", completa Vanessa.

A pediatra ressalta que nem sempre o catarro vai sair pela outra narina. Pode acontecer do bebê o engolir – e está tudo bem, pois ele será eliminado com o cocô. 

Outras formas de deixar o nariz limpinho

Além da seringa, existem outros acessórios que podem garantir um nariz limpinho das crianças. Os mais comuns são os aspiradores nasais que funcionam como uma bombinha e a secreção é puxada a vácuo. Existem modelos elétricos, que cumprem a mesma função.

A secreção acumulada também pode ser eliminada com a ajuda de soro em sprays, tanto de jato contínuo quanto de conta-gotas. Por fim, para acelerar o tratamento, os pediatras indicam ainda a aplicação de soro fisiológico (e outros medicamentos, se for o caso) via aparelhos de inalação/nebulização. "Dessa forma, a umidade chega até as vias aéreas e o pulmão, que também podem ser comprometidos pela secreção em alguns casos", afirma a pediatra Vanessa.

Seja com seringa ou spray, vale reforçar que a lavagem nasal é uma fundamental para o tratamento de gripes e resfriados, até mais do que o tradicional uso de xaropes (se indicado) e afins. "Ela pode ser realizada de cinco a seis vezes ao dia, repetindo-se o processo até o soro ser eliminado transparente, ou seja, sem secreção. Mas também pode ser adotada regularmente como medida de prevenção, especialmente por quem vive em grandes cidades ou tem alguma doença respiratória", sugere o pediatra Levy.

Isso porque o acúmulo de secreção na área cria um ambiente favorável para que vírus e bactérias se proliferem e, como o nariz tem comunicação com os seios da face, ouvido e gargantas, aumenta-se o risco do surgimento de infecções mais graves, como otite, sinusite e pneumonia.

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