Gestação

"Não é nada selvagem": Maíra Charken conta seu plano de parir em casa

Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

Thamires Andrade

Do UOL

12/06/2017 17h56

Desde antes de engravidar, Maíra Charken já pensava que adoraria parir em casa. A inspiração veio de Mariana Maffei, filha da apresentadora Ana Maria Braga, que teve parto domiciliar. "Lembro que várias pessoas falaram: 'Meu Deus, como assim? Os cachorros pulando na cama... Que loucura' e eu achei aquilo o máximo. Nunca tinha ouvido falar, mas soube que eu queria algo assim", conta.

Hoje, com 24 semanas de gestação, a apresentadora tem feito vários cursos e lido muitos livros sobre a maternidade e afirma que não fazia ideia do quão coeso e profissional é o parto domiciliar. "Não é nada selvagem, como muita gente pensa. Muitas vezes é até mais planejado e cuidadoso, pois você terá escolhido a dedo toda a equipe que estará com você, diferente do hospital", fala.

Mas mesmo assim a mãe e a sogra da atriz estão um pouco apavoradas com a ideia. “Minha mãe está nervosa. Já disse que vou trancar ela no banheiro [risos]. Acho que é normal ficar preocupada. Mas quem tem que topar sou eu e o Renato [namorado de Maíra], que adorou a ideia e vai em todas as reuniões comigo. Ele já sabe tudo que vamos precisar fazer. Acho que o pior deve ser quando o companheiro está surtando. Como estamos na mesa vibe, está ótimo. O resto fica lá fora esperando e não se mete”, diz.

Equipe à disposição

Segundo Maíra, para o parto acontecer em casa é preciso ter uma equipe com pelo menos três profissionais; obstetriz, enfermeira obstetra e doula. "Fora que também vai ter o Renato e uma pessoa filmando, que precisa ser meio invisível. Ou seja, todos os profissionais têm que ser escolhidos a dedo, até porque eles vão estar lá dentro da sua casa andando para lá e para cá", diz.

Maíra explica que o contrato com a equipe do Coletivo de Parteiras é muito detalhado em todas as cláusulas para que todos estejam preparados para qualquer eventualidade. "É necessário ter um hospital a 20 minutos de distância de casa. Essa coisa de precisar obrigatoriamente ter ambulância na porta é um mito", diz.

Segundo a apresentadora, a equipe é responsável por trazer todos os aparatos necessários para o parto, como a banheira inflável. “E não tem nada dessa coisa de esterilizar a casa toda. Pelo contrário, o ideal é deixar tudo do jeito que está e os cachorros também podem ficar junto”, diz.

Ela e Renato estão montando ainda um playlist e pensando sobre como ficará a iluminação da casa. “Luz de velas ou algumas luminárias pontuais”, conta.

Desejo x Escolha

Maíra também sabe que querer um parto domiciliar nem sempre é poder, por isso, sabe que essa via de parto não é uma escolha definitiva e nem pode ser. "É um desejo e nós estamos fazendo tudo para que vire realidade. Se o parto deixar de ser de baixo risco, a equipe nem topa fazer. Isso até fez com que eu ficasse ainda mais atenta a minha saúde, com o que vou comer, tudo para que esse desejo se realize", diz.

Medo da dor?

Para a apresentadora, o que mais afasta as mulheres do parto domiciliar, que é feito sem analgesia, é justamente o medo da dor. “As grávidas que conheço no curso até querem o parto natural, mas preferem ter no hospital, pois se sentirem dor, podem receber a analgesia”, explica.

E ela está com medo da dor? “Tem alguns vídeos que me deixam mais assustada. Tenho certeza que vai chegar uma hora que eu vou falar: ‘Estou me rasgando inteira, arranca esse bebê daqui’. Mas muita gente já me disse que é justamente nessa hora que eles nascem. Estou me apegando nisso”, fala.

“Tô de Mãe Humor”

Com a gravidez, ela resolveu colocar em prática um desejo antigo: ter um canal no YouTube. Apesar do trabalho que dá para gravar e colocar os vídeos no ar, Maíra afirma que tem sido muito gratificante o retorno. “Muita gente manda mensagem dizendo que não tem filhos e nem está grávida, mas que não perde nenhum vídeo”, conta.

O canal “Tô de Mãe Humor” não tem nada dos canais de maternidade convencionais, ou seja, nada de dicas de enxovais ou didatismos. “É mais eu contando a minha experiência com uma pegada de humor. Quero mostrar o que eu estou fazendo pro meu bebê e como está sendo para mim”, afirma.

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