Gravidez e filhos

"Sofri 9 abortos, mas minha irmã foi barriga de aluguel das minhas gêmeas"

Arquivo Pessoal
As irmãs Melissa e Lisa Imagem: Arquivo Pessoal

Carlos Oliveira

Colaboração para o UOL

13/06/2017 04h00

A norte-americana Melissa Kayser, 33, sonhava em ter filhos, mas sofreu por anos ao tentar engravidar: foram nove abortos espontâneos e uma fertilização in vitro sem sucesso. Ela estava se desiludindo quando sua irmã, Lisa, 35, ofereceu emprestar sua barriga para a gestação. Hoje as gêmeas Jerney Christine e Ashlynn Marie têm 2 meses.

“Eu conseguia engravidar, mas as gestações sempre eram interrompidas logo no começo. Um dia, eu estava conversando com a minha irmã, Lisa, e comentei que meus médicos recomendaram o uso de barriga de aluguel. Ela se ofereceu na hora, meio brincando. Sempre fomos melhores amigas.

Nas semanas seguintes, reunimos a família e, com calma, conversamos muito sobre tudo que estaria envolvido, até que todos se sentissem confortáveis com a ideia, que foi ganhando corpo.

Arquivo Pessoal
O casal Melissa e Court posa com Lisa, no dia do parto Imagem: Arquivo Pessoal

"Família e amigos foram porto seguro"

A primeira consulta médica específica para tratar do assunto foi em maio de 2016. Tivemos de enfrentar uma rotina estressante: foram meses de pesquisa e idas a diversos médicos. Passamos por exames psicológicos e físicos e tivemos de pedir auxílio a advogados. Minha família e amigos sempre nos apoiaram muito e foram meu porto seguro durante todo o processo.

As crianças nasceram em 26 de março e são minhas filhas biológicas com o meu marido, Court, já que os óvulos e esperma eram nossos. Os médicos ficaram surpresos com o resultado, pois acreditavam que só um óvulo seria fertilizado com sucesso.

No fim da gravidez, a barriga de Lisa estava tão grande que restringia alguns movimentos. Eu e minha mãe limpávamos a casa com ela, enquanto nosso pai cuidava do jardim.

Lisa criou um blog para registrar a experiência. Moramos em Omaha, no Nebraska, e enfrentamos obstáculos legais até hoje. A lei de Nebraska é arcaica. Lisa teve de ser registrada como mãe e só posso adotar as meninas seis meses após o nascimento. Nossa família está em contato com os representantes políticos locais para pressionar por mudanças nas leis.

Arquivo Pessoal
As gêmeas Jerney Christine e Ashlynn Marie, quando completaram um mês Imagem: Arquivo Pessoal

"Não poderíamos estar mais apaixonadas"

Ter a Lisa como barriga de aluguel foi incrível demais e uma bênção enorme. A gravidez de substituição é uma dádiva linda! Em todo o mundo, muitas mulheres oferecem sua barriga para pessoas como eu, que não conseguem engravidar. Elas renovam nossas esperanças em sermos mães.

Eu e meu marido nunca nos arrependemos da decisão, nem por um segundo! Ver as duas crescer e aprender tem sido a experiência mais incrível da minha vida.

Estamos todos nos sentindo bem e Jerney Christine e Ashlynn Marie estão ótimas. Eu e as meninas não poderíamos estar mais apaixonadas. Enquanto isso, Lisa continua satisfeita na companhia de seus cães e não pensa em ter filhos."

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