Gravidez e filhos

Guarda compartilhada dos filhos: confira 10 dicas para fazer dar certo

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Imagem: iStock

Beatriz Vichessi

Colaboração para o UOL

15/06/2017 04h00

Nem sempre o modelo de guarda compartilhada flui da melhor maneira para os pais. Mas é preciso muita atenção para não bagunçar a rotina dos filhos e nem afetar o bem-estar deles - e de todos os envolvidos nessa nova estrutura familiar.

"O litígio não pode ser mais importante do que a convivência entre pais e filhos", diz Denise Perissini, psicóloga clínica e jurídica em São Paulo, professora da Universidade Santo Amaro (Unisa) e autora de livros sobre direito da família.

Veja algumas dicas para fazer a guarda compartilhada dar certo:

1. O respeito entre os pais deve ser mantido acima de tudo

Muitas vezes os pais estão machucados pela separação e magoados um com o outro, mas a convivência harmônica é essencial para os filhos se sentirem seguros com ambos.

Juliana Matos, fotógrafa em Brasília, é mãe de Elisa, 12 anos, fruto de um namoro antigo, e Clara, 7, Olívia, 5, e Francisco, 4, filhos de um casamento. Ela e os dois ex-companheiros compartilham a guarda das crianças. "Foi um processo de aprendizagem para todos e até hoje estamos aprendendo, dialogando. Para dar certo, é fundamental baixar as expectativas sobre o jeito do outro cuidar e não discutir sobre qualquer coisa. Também é necessário é compreender que os filhos não são propriedade de ninguém e que há o jeito da mãe e o jeito do pai de cuidar deles", diz ela.

2. Os filhos precisam do espaço deles nas duas casas

Eles precisam se sentir acolhidos e se sentir realmente na própria casa com tudo o que for necessário para atender as necessidades básicas deles, como brinquedos, roupas e local para estudar. "Não pode ter cara de acampamento, clima de improviso", diz Denise.

3. A rotina deve ser mantida nas duas casas o máximo possível

É importante ter horário para dormir, acordar e fazer as refeições, principalmente. Isso evita competições entre os pais e também que os filhos joguem o pai contra a mãe, elegendo "o mais legal", "aquele que permite tudo". O tempo que está na casa de um ou de outro não pode ser confundido como lazer ou hora de aproveitar, simplesmente. A rotina, inclusive a escolar, deve ser mantida.

4. Dividir e conversar sobre assuntos importantes

É importante falar sobre o desempenho na escola e consultas médicas, por exemplo.  Entretanto, não é essencial que pai e mãe estejam presentes juntos em reuniões e visitas ao pediatra, por exemplo. O mais importante é combinar e dividir decisões.

5. Aproveite bem o tempo como os filhos

Acione os avós ou a babá para ficar com os filhos quando for necessário, mas cuide para que isso não vire a responsabilidade deles.

6. Não banque o detetive com os filhos

Evite ficar perguntando como é na casa da mãe ou do pai como se estivesse investigando. Se estiver com dúvidas sobre algo que tenha a ver, de verdade, com os filhos, pergunte diretamente para a pessoa.

7. Seja flexível sempre que necessário

Principalmente em relação ao tempo que os filhos passam na casa de cada um. Alguns pais optam por um dia na casa da mãe, um dia na do pai. Outros, com uma troca a cada sete dias, a cada quinzena, semestralmente ou uma vez ao ano. "Durante as férias escolares, por exemplo, mudamos o nosso combinado de trocas semanais e combinamos que as crianças ficam mais tempo com cada um", diz Juliana.

8. Deixe que os filhos participem das decisões

 

Quanto mais crescidos os filhos estiverem, mais importante é eles se sentirem ouvidos pelos pais. É comum adolescentes pedirem para viajar com amigos ou fazer passeios com a turma. A vida deles passa a ser mais do que ficar só com os pais.

9. Seja sincero

Não esconda informações sobre assuntos importantes que tenham acontecido enquanto os filhos estavam com você, como perguntas sobre sexo, novos medos, brigas com os irmãos etc.

10. Não delegue as grandes decisões

Evite dizer "isso vocês decidem com o pai (a mãe) de vocês" diante de grandes impasses ou eventos importantes. Sempre que necessário, os pais devem compartilhar decisões, deixando claro para os filhos que ambos são responsáveis por eles.

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