Pós-parto

No pós-parto, buscar corpo como de Rafa Brites e Andressa Suita é armadilha

Reprodução/Instagram
Andressa Suita, em foto sete dias após o parto do primeiro filho Imagem: Reprodução/Instagram

Adriana Nogueira

Do UOL

06/07/2017 13h04

Sete dias após o nascimento do primeiro filho, Andressa Suita postou foto no Instagram contando que perdeu quase tudo os 15 kg engordados na gestação. Na mesma rede social, Rafa Brites publicou foto sua na praia, treinando com um personal, e exibindo uma barriga retinha, cinco meses após o nascimento de Rocco, seu primogênito.

Inspiração para seus seguidores, as mulheres acima podem passar a impressão que essa recuperação rápida é só questão de força de vontade, mas não é.

“Perder os quilos ganhos depende do organismo de cada mulher e começa antes mesmo da gravidez”, afirma Carla Kikuchi, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo.

Uma mulher que estava em seu peso ideal antes de engravidar, tinha uma alimentação equilibrada, era praticante de atividade física regular e, na gestação, engordou dez quilos (na faixa do que é recomendado) vai poder contar com o que é conhecido como “memória do corpo”.

Reprodução/Instagram
Rafa Brites e o personal trainner Chico Salgado, treinando em praia do Rio de Janeiro Imagem: Reprodução/Instagram


“A verdade é que não adianta sonhar com um abdome sequinho depois de ter filho se ele não era assim antes. Não existe milagre”, afirma o médico Ronald Arkader, membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

O que fazer

Em geral, a mulher pode voltar a se exercitar 30 dias após o parto (sempre com a liberação do médico que a acompanha). Isso não significa que ela pode sair praticando qualquer tipo de exercício. Recomenda-se uma atividade mais leve, como caminhada e alongamento.

À medida que o tempo passa, e o corpo se recupera do nascimento, é possível passar para outras modalidades e aumentar a intensidade.

Mas, para não prejudicar a amamentação, a mãe precisa tomar muita água antes, durante e depois do exercício. A obstetra do Santa Joana fala ainda que é bom ter um acompanhamento nutricional que garanta que ela vai comer o suficiente para se exercitar e, mesmo assim, continuar produzindo leite.

Pode cirurgia plástica?

Se a ideia de partir para uma cirurgia plástica –como lipoaspiração-- como solução para voltar ao corpo de antes passar pela sua cabeça, saiba que é preciso esperar seis meses a partir do fim da amamentação.

“Há risco de os anestésicos usados no procedimento passarem para o leite e assim para o bebê, se a mulher ainda estiver amamentando”, afirma o cirurgião plástico Alan Landecker, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Outro motivo para esperar esse prazo é que, terminada a amamentação, o corpo da mulher demora esse tempo para se livrar dos efeitos hormonais e desinchar, de acordo com Landecker.

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Saúde do homem também pode complicar gestações; veja entrevista

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 10% das mulheres grávidas e 13% das que acabaram de dar à luz sofrem algum tipo de distúrbio mental. Em países em desenvolvimento o índice sobe para 20%. A depressão seria o comportamento mais comum entre esses distúrbios e requer, na maioria das vezes, interferência psiquiátrica. Ela se difere de baby blues ou tristeza materna, que é uma situação considerada normal e temporária, e atinge cerca de 80% das mulheres. Depressão pós-parto e perda gestacional foi o tema da transmissão ao vivo da "TV Folha" nesta quarta-feira (27), com as participações da obstetra e ginecologista do Hospital das Clinicas de São Paulo Albertina Duarte e da especialista em cuidados com bebês e crianças Mariana Alves. A mediação é da blogueira Camila Appel, do "Morte Sem Tabu". Há alguns fatores de risco para se considerar, como passar por quebras de expectativas (ter imaginado o parto perfeito ou não sentir amor imediato pelo bebê), já ter tido depressões prévias e perdas gestacionais. O momento é de extremo cansaço para mãe, que pode sofrer de transtornos de humor normais em até um mês após o parto. Se o quadro se agrava depois do período, é recomendada a busca por ajuda médica. A perda gestacional impacta cerca de 10% das mulheres e é sentida como um luto profundo, por mulheres e homens. Entre as causas, Albertina destaca a má-formação do feto, infecções, falta de vitamina (D especialmente) e stress. Ressalta também que a perda pode acontecer devido a infecções presentes no esperma e por isso ser algo não apenas relacionado à saúde da mãe. Mariana fala em um aumento tanto de casos de depressão pós-parto quanto de perdas gestacionais. Albertina e Mariana concordam que sintomas da sociedade contemporânea estariam associadas a essa realidade, como o stress e a má alimentação.

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