Gravidez e filhos

Acupuntura na gestação diminui dor nas costas, inchaço e ansiedade

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Imagem: Shutterstock

Bárbara Therrie

Colaboração para o UOL

11/07/2017 19h16

As grávidas podem encontrar na acupuntura uma grande aliada para aliviar desconfortos clássicos da gravidez como enjoos, vômitos, dor nas costas, inchaço, ansiedade.

"A inserção de agulhas em pontos específicos do corpo visam buscar o equilíbrio físico e emocional da gestante", explica Telma Zakka, acupunturista, ginecologista e coordenadora do Comitê de Dor Urogenital da Sociedade Brasileira para Estudos da Dor.

Confira a seguir os benefícios da acupuntura na gestação:

Reduz enjoos e vômitos

Causados pelo desequilíbrio do hormônio progesterona, os enjoos e vômitos costumam aparecer nos três primeiros meses de gravidez e podem ser controlados com a aplicação de agulhas na região do antebraço, de acordo com João Bosco da Silva, acupunturista e professor adjunto da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.

Alivia a dor nas costas

A dor nas costas atinge 88% das mulheres devido à sobrecarga da musculatura lombar, que precisa fazer um esforço maior do que o normal para manter o corpo ereto, esclarece a ginecologista Telma.

Como o uso de anti-inflamatório é contraindicado na gestação, a acupuntura é uma boa opção para reduzir esse incômodo, pois tem efeito analgésico e libera sustâncias como a endorfina, afirma Alexandre Massao Yoshizumi, acupunturista e vice-presidente do Colégio Médico de Acupuntura de São Paulo.

Diminui o inchaço

Durante a gravidez, as alterações hormonais provocam o acúmulo de líquidos entre os tecidos do corpo. É comum que gestantes apresentem inchaços nas pernas, nas mãos e até no rosto. “A acupuntura aumenta a eliminação desses líquidos em excesso através do estímulo da função renal. Normalmente, a paciente conta que passou a urinar muito mais após o tratamento”, explica Alexandre.

Melhora a ansiedade

A produção de alguns hormônios contribui para a grávida ficar mais sensível e emotiva. Ao agir em neurotransmissores como a serotonina, a acupuntura traz um equilíbrio emocional reduzindo a ansiedade e a irritação. “Durante a sessão, que pode durar de 20 a 40 minutos, a mulher consegue relaxar e se sente muito mais calma”, relata o acupunturista Alexandre.

Reduz a constipação

O processo digestivo da gestante fica mais lento por causa da diminuição dos movimentos peristálticos. Segundo o professor João Bosco, com o uso da técnica da medicina chinesa, os movimentos intestinais tendem a ficar normais, melhorando o quadro de prisão de ventre bastante comum nas grávidas. “As agulhas são colocadas principalmente nos braços e pernas, raramente no abdômen”, afirma.

Ajuda o trabalho de parto

A técnica da medicina tradicional chinesa também pode ser benéfica na hora de a mulher dar à luz. “A acupuntura pode estimular as contrações uterinas no período de indução, quando o parto está para começar", diz o acupunturista João Bosco.

“O trabalho de parto é um fenômeno fisiológico e, no geral, as mulheres têm a capacidade de lidar com a dor. No entanto, quando o processo se torna muito difícil para a gestante e é necessária uma intervenção, a acupuntura pode ser utilizada”, explica Roxana Knobel, acupunturista, obstetra e professora do Curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina.

Durante o trabalho de parto, as dores ocorrem de forma mais forte e intensa na região sacral e lombar. “Nesses casos, o estímulo com agulhas é feito no osso sacro e o efeito é imediato”, diz Roxana, que alerta: “Por se tratar de uma dor progressiva, a dor do parto não vai passar completamente, vai apenas aliviar com a acupuntura”.

Existe alguma contraindicação?

Não há contraindicação da acupuntura na gravidez, no entanto, a técnica pode ter efeitos colaterais, como a formação de hematomas no local em que as agulhas foram colocadas, explica Alexandre, vice-presidente do Colégio Médico de Acupuntura de São Paulo.

"A aplicação das agulhas provoca uma dor mínima e a gestante pode ter queda de pressão ou tontura devido à ansiedade, quando ela não conhece a prática. É muito importante a escolha de um bom profissional", alerta João Bosco, professor adjunto da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.

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