Gestação

Cordão umbilical enrolado no pescoço do bebê não é motivo de pânico

iStock
Imagem: iStock

Mariana Bueno

Colaboração para o UOL

29/07/2017 04h00

Na gravidez, muitas mulheres se preocupam com a possibilidade de o cordão umbilical se enrolar no pescoço do filho e com os riscos disso. Calma: esse quadro é normal. No útero, o feto tem espaço livre e se movimenta na bolsa amniótica. E, como o cordão é longo, o bebê pode passar várias vezes dentro dele ao mudar de posição, dando voltas -- as circulares.

“Isso acontece entre 20% a 40% dos casos. Atendendo há mais de 30 anos, já fiz mais de 20 mil partos e vi muitos bebês nascerem com o cordão enrolado. Nenhum teve problemas sérios”, diz a enfermeira obstetra Ivanilde Rocha, docente da pós-graduação do Unasp - Centro Universitário Adventista de São Paulo.

Antigamente, como não havia ultrassonografia, isso só era percebido no nascimento. Hoje já é possível descobrir no pré-natal, o que deixa muitas mães preocupadas. Mas, segundo a profissional, não é preciso ter medo: “Estudos mostram que grande parte dos fetos que têm circular na gestação não nasce com isso. Porque quando o bebê é menor, tem mais espaço para movimentar e se enrola, no tórax, nos membros inferiores e superiores, ou no pescoço. Mas não enforca, isso é um mito. E a maioria vai se desfazer até o trabalho de parto”, afirma.

Parto normal? Sim!

A médica Melania Amorim, autora do estudo “A falácia da circular de cordão”, explica que, assim como um bebê que estava com o cordão enrolado durante o pré-natal pode nascer sem isso, também existe o contrário: um que não teve circular detectada na ultrassonografia pode ter uma ou mais voltas na hora de nascer. De qualquer maneira, não há impedimento para o parto normal, segundo as profissionais.

A cesárea só é indicada quando, no trabalho de parto, há algum problema nos sinais vitais da mãe e nos batimentos cardíacos do feto, o que não necessariamente tem a ver com o cordão enrolado. Ivanilde explica que, quando ele é muito curto ou muito justo, o batimento cardíaco do bebê pode cair -- se isso acontecer, o obstetra vai verificar se precisa ou não da cesárea, para garantir o bem-estar fetal.

O cordão pode ficar muito justo na hora de nascer se estiver enrolado duas ou três vezes no pescoço. “Se o bebê já estiver nascendo, dá para tirar ou afrouxar. Antigamente se cortava ainda no pescoço, mas hoje temos manobras para fazer isso sem precisar interromper a circulação uteroplacentária imediatamente após o nascimento. O ideal é que isso seja feito três minutos depois de o bebê nascer”, finaliza Ivanilde.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba seu horóscopo diário do UOL. É grátis!

Blog Lado B
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Estilo
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Estilo
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Estilo
do UOL
do UOL
UOL Especiais
do UOL
do UOL
UOL Estilo
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Topo