Gravidez e filhos

Embolia no pós-parto mata mãe de trigêmeos; entenda a complicação

Shutterstock
Imagem: Shutterstock

Denise de Almeida

Do UOl

06/09/2017 08h00

Logo após dar à luz trigêmeos, uma mulher que vivia no Havaí teve embolia por líquido amniótico e morreu. Considerada rara, essa complicação ocorre quando o líquido que nutre o bebê entra na corrente sanguínea da mãe.

"Nós não sabemos por que acontece, mas quando o líquido amniótico vai para a corrente sanguínea não é uma gota: vai em grande quantidade. Agora imagine um produto diferente em abundância na corrente sanguínea? É uma coisa muito grave", explica Élvio Floresti Junior, ginecologista e obstetra formado pela Universidade Federal de São Paulo.

O médico explica que esse produto estranho que entra no sangue, ao chegar a algum vaso pequeno, obstrui a circulação. Nem sempre é fatal, mas é uma complicação muito agressiva, afirma o especialista.

Segundo os médicos do Centro Médico Kapi'olani, onde aconteceu o caso, este tipo de embolia ocorre com uma a cada 100 mil mulheres.

Infelizmente, a embolia não dá nenhum sinal prévio. "Você só percebe quando acontece. De repente, a mulher tem uma parada cardiorrespiratória: o coração para, ela começa a ter falta de ar. O pior é que você coloca o oxigênio, mas ela não respira, porque os pulmões estão cheios de líquido, você não consegue oxigenar o pulmão, por isso é algo muito grave. Pode acontecer de morrer a mãe e o bebê", conta Élvio.

Fatores de risco

Embora não dê para prever uma embolia durante a gestação, alguns fatores representam um risco maior para desenvolver o problema. Engordar mais de 15kg durante a gravidez, hipertensão, diabetes gestacional e polidrâmnio, que é a quantidade aumentada de líquido amniótico, são alguns deles.

"Um pré-natal bem feito e evitar os fatores de risco é a melhor recomendação", diz o obstetra. Ele ressalta que em uma gravidez normal também existe a possibilidade de ocorrência, mas, em geral, a embolia amniótica é um evento incomum.

"São situações raras, que poucos médicos já viram, mas os casos são bem graves. Não é porque eu nunca tive uma paciente com isso que não vou ficar preocupado. Todo obstetra fica apreensivo com esse risco".

Teoricamente, diz o especialista, a embolia pode acontecer em qualquer momento da gravidez, mas é mais comum no trabalho de parto. "O útero é grande, tem a circulação sanguínea e o líquido está lá, parado. Mas no trabalho de parto isso é mexido e pode ser forçado, aumentando o risco".

Élvio diz que, em uma cesárea, ainda há a possibilidade de, ao fazer o corte para a cirurgia, abrir um vaso sanguíneo, dando chance de que algum elemento estranho, como o líquido amniótico, entre na corrente sanguínea. "Por isso imediatamente nós já aspiramos todo o líquido, antes de retirar os bebês, justamente no intuito de diminuir o risco", afirma.

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