Gravidez e filhos

Deixar seu filho sentir raiva pode ser bom, veja como lidar melhor com isso

Getty Images
Imagem: Getty Images

Amanda Vidal

Colaboração para o UOL

29/10/2017 04h00

Sabe aquela cena que acontece logo depois de você dizer um não para o seu filho? Quando ele começa a chorar, gritar, se jogar no chão... Momentos assim são normais e fazem parte do processo de desenvolvimento da criança.

Ninguém gosta de ficar com raiva, mas se aprende com situações assim. “A criança precisa dar vazão à emoção. É um sentimento que vem e está explodindo. O desafio é criar canais de expressão mais tranquilos para ela”, diz a psicopedagoga Maíra Scombatti. À medida que ela vai se desenvolvendo e entrando em contato com o mundo, logo descobre que esses sentimentos e emoções fazem parte da vida.

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Veja como lidar melhor com a raiva e ajudá-la a superar esses momentos explosivos:

Ajude seu filho a entender o que houve

“Na hora do acesso de raiva, pergunte o porquê e ajude seu filho a compreender o motivo. O diálogo é importante para ajudar a criança a superar situações assim, para que aprenda a se expressar e lidar com o sentimento”, diz Fábio Ferreira Silva, especialista em medicina comportamental e mestre em educação e saúde na infância e adolescência.

Lide com o sentimento de maneira positiva

É impossível impedir que a criança sinta raiva. De acordo com a psicopedagoga Maíra Scombatti, o que torna um sentimento positivo ou negativo é a maneira como aceitamos e lidamos com ele. “Canalizar a raiva como forma de ação, construtiva, sem agressão, é muito benéfico”, ressalta. Tenha em mente, no entanto, que está lidando com criança. “Quanto menor ela for, menor também deve ser o número de palavras e a complexidade da explicação. É preciso falar de forma que ela entenda”. A nutricionista Aline de Piano Ganen, mãe de Vinícius, 3, reconhece na prática a importância de fazer isso. “Nossos filhos passam por situações que não entendem. A raiva pode ser por cansaço, sono ou fome. A criança ainda não sabe identificar os sentimentos e diferenciá-los. Muitas vezes, não sabe o melhor caminho para mostrar aquilo que deseja”, acredita.

Converse, mas deixe os limites claros

"Conversar não é aceitar a agressividade, ceder ou mudar de opinião, mas acolher até que a criança consiga lidar com esse limite", explica Maíra. A publicitária Camila Moreno, mãe de Joaquim, 7, e Maria Valentina, 2, se mantém firme mesmo nessas situações. “As crianças precisam aprender a lidar com o não. É a vida que vão enfrentar lá fora. De nada adianta eles crescerem num mundo em que podem tudo. Isso não é real. Se estou contrariando a vontade deles, devem entender que é por uma boa razão”, comenta.

Explique ao seu filho que sentimentos fazem parte da vida

"Acolher sentimentos, incluindo a raiva, faz parte do autoconhecimento, de um processo de crescimento e amadurecimento, e vale para todo mundo. Não é fácil, não é mágica, não há roteiro: vamos aprendendo a lidar com essas ondas emocionais ao longo da vida”, afirma Maíra.

Dê o exemplo!

Manter a calma nessas horas é um desafio. Se os pais ficam nervosos demais, repreendem de forma muito negativa, podem piorar a situação. “Se a criança vê sempre os pais explodindo, com atitudes agressivas, vai entender que é assim que deve se expressar, que essa é a maneira correta de reagir”, enfatiza Fábio.

A situação fugiu do controle? Busque ajuda

Se a família sentir que não está dando conta, deve procurar um profissional. “A relação com uma pessoa de fora pode ajudar a ampliar percepções, abrir espaço para outras formas de se relacionar, de lidar com sentimentos. Isso não deve ser encarado como fracasso, mas sim como algo que faz parte do desafio de criar seres de forma mais consciente”, pondera Maíra.

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