Gravidez e filhos

Doulas: entenda o papel das mulheres que ajudam as mães durante o parto

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Imagem: Getty Images

Rita Trevisan

Colaboração para o UOL

06/11/2017 04h00

Há muitos anos, quando o parto era um evento que acontecia dentro de casa, as mulheres eram acompanhadas por outras mais experientes, como mães, avós, tias e vizinhas. Hoje, essas figuras foram substituídas pela doula, uma profissional que tem a função de apoiar as famílias desde a gestação até o pós-parto, dando suporte emocional e físico. A seguir, leia mais sobre mais sobre o trabalho dessas profissionais.

Qual é a função da doula no parto?
Ela tem um olhar focado no bem-estar da mulher, mas deve dar suporte emocional ao casal. Auxilia fazendo massagens, indicando exercícios de respiração e posições que promovam conforto físico, além de dar sugestões de recursos que ajudam a aliviar a dor, como os banhos quentes. Também se preocupa em alimentar e hidratar a parturiente e seu companheiro, conforme dieta prescrita pela equipe médica. A doula pode, ainda, ajudar a entender todos os procedimentos médicos e hospitalares, traduzindo os termos e fornecendo mais detalhes sobre eles.

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Em que momento a doula começa a acompanhar a gestação?

Para haver uma criação de vínculo entre a doula e os pais, é indicado que esse trabalho comece antes do dia do nascimento da criança. A maquiadora Melina Abib Paladino, 35 anos, encontrou a profissional três vezes antes do parto. Depois, recebeu a doula em casa assim que começou a sentir as contrações. “Ela e o meu marido marido estavam presentes do início ao fim do trabalho de parto.”

Como é o acompanhamento?

O atendimento pode ser desde uma conversa informal para apoio emocional, até uma preparação física. A doula acompanha tanto o parto domiciliar como hospitalar, sempre ao lado da equipe médica. No caso da educadora física Priscila Paes de Oliveira, 35 anos, a doula deu o suporte para que ela aguentasse firme todo o processo de trabalho de parto, que durou 36 horas. “Ela me auxiliava com exercícios, posições diferentes, me oferecia água e comida e, principalmente, não me deixava desistir”, conta Priscila.

Doula é enfermeira?

Não, e não é obrigatória nenhuma formação na área da saúde para ser uma doula, basta fazer um curso específico de doula de parto.

A doula faz algum procedimento médico?

Nenhum, pois ela não é uma profissional da saúde, não tem certificação para isso. Está ali apenas para apoiar, principalmente emocionalmente, a mulher. Não deve, portanto, interferir em nenhuma decisão médica.

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Existem doulas pós-parto, que auxiliam na amamentação e nos primeiros cuidados com o bebê em casa Imagem: Getty Images

Doulas são só para quem quer parto normal?

Em geral, sim, pois elas acabam trabalhando a favor do processo de humanização do nascimento. Enquanto a equipe médica se concentra na parte técnica, a doula garante o apoio físico e emocional. Por outro lado, existem as doulas pós-parto, que atendem a mulher durante esse período, auxiliando na amamentação e nos primeiros cuidados com o bebê em casa. Para esse atendimento, tanto faz o tipo de parto que a mãe tenha feito.

Doulas e obstetras podem se estranhar?

Se a equipe médica não estiver tão focada no parto humanizado, pode acabar havendo algum estranhamento. Além disso, é bom saber que, num cenário como esse, o trabalho da doula ficará limitado. De qualquer forma, a profissional não deve gerar nenhum tipo de conflito para a parturiente.

Como encontrar uma boa doula?

Na internet, você encontra blogs e sites que oferecem esse serviço e, também, grupos de apoio ao parto. Buscar indicações de amigas também é uma boa opção.

Quais qualificações a doula deve ter?

É bom saber se ela é certificada por uma instituição séria e tradicional e se é ou não cadastrada na maternidade em que você deseja ter seu bebê. Nas primeiras conversas, já peça referências de equipes com quem trabalhou e pergunte quantos partos ela já atendeu. Outra questão importante é que a doula deve ser uma pessoa com a qual você consiga se conectar. Caso se sinta insegura durante os primeiros encontros, procure outra profissional.


FONTES: Lili Szili, doula certificada pelo GAMA - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa e membro da comissão fiscal da ADOSP - Associação das Doulas Do Estado De São Paulo. Beatriz Beranger, doula certificada pelo GAMA. 

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