Infância

Mitos e verdades sobre escolas bilíngues

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Escolas com bons programas bilíngues costumam ensinar importantes habilidades acadêmicas e culturais Imagem: Getty Images

Gabriela Guimarães e Veridiana Mercatelli

07/11/2017 04h00

Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, é comum que os pais queiram preparar seus filhos desde cedo para o futuro. Matriculá-los em um colégio bilíngue pode ser uma das alternativas para que as crianças aprendam naturalmente outro idioma e sejam fluentes. Para ajudar você a decidir se vale a pena ou não o investimento, o UOL conversou com especialistas que esclarecem o que é real e o que é mito em relação ao aprendizado nesse tipo de colégio.

Leia também:

Aprender outra língua em uma escola bilíngue é mais efetivo do que em um curso de idiomas

Verdade. Quanto mais exposta ao idioma a criança estiver, mais fácil será o aprendizado. A carga horária de cursos extracurriculares é menor, então, o processo é mais lento do que na escola bilíngue.

Uma escola bilíngue é boa apenas se houver professores estrangeiros

Mentira. Um profissional brasileiro capacitado, que tenha, de forma comprovada, proficiência no idioma estrangeiro, é tão bom quanto um nativo da outra língua. Muitas escolas optam, sim, por contratar pessoas de outros países. Mas isso não é garantia de qualidade absoluta. É bom lembrar que o que a criança aprende no idioma estrangeiro também precisa estar adequado ao que ela vive nessa fase, para que o aprendizado se torne significativo.

Na escola bilíngue, outras matérias são ensinadas na língua estrangeira

Verdade. As escolas bilíngues ou que têm bons programas bilíngues costumam ensinar importantes habilidades acadêmicas, culturais e socioemocionais em inglês (ou outro idioma oficial da escola) e não apenas focar na língua.

Mesmo que a criança entre bem cedo em uma escola bilíngue, suas primeiras palavras serão na língua materna

Verdade. A tendência é falar primeiro na língua a que ela está mais exposta. Ainda assim, se há o contato com os dois idiomas desde a primeira infância, é esperado que a criança se adeque rapidamente à língua falada em cada contexto. Se estiver em um local em que o português predomina, vai falar português. Já se ouvir falarem em inglês na escola, ela o utilizará nesse ambiente, de forma intuitiva.

Escola bilíngue é só para famílias com dupla nacionalidade ou que vão mudar de país

Mentira. Muitos pais, mesmo não sendo fluentes em outros idiomas, acham importante criar os filhos bilíngues. Em geral, o principal objetivo é prepará-los para o futuro no mercado de trabalho.

Quanto mais cedo a criança aprender outro idioma, melhor será a pronúncia

Verdade. Ao começar cedo o contato com a língua estrangeira, o processo de aprendizado se dá naturalmente. Na infância, o aprendizado inicia como uma brincadeira, de um modo muito diferente da vida adulta. Então, a aquisição do conhecimento é sólida e profunda. A criança tem tempo suficiente para compreender logicamente a língua, o que lhe dá segurança para falar. Essa confiança faz com que sua pronúncia e o ritmo da fala sejam mais fluídos. Além disso, a pronúncia é um aspecto físico e a exposição a idiomas, desde cedo, faz com que o ouvido incorpore os sons com mais facilidade.

A criança pode entrar na escola bilíngue em qualquer idade

Verdade. Uma escola bilíngue deve estar pronta para receber a criança de qualquer idade. Mas, quanto mais cedo ela começar a aprender o segundo idioma, melhor.

Se o filho fala inglês na escola, os pais precisam falar inglês em casa também

Mentira. O ideal é que a criança tenha as duas referências. Naturalmente, ela vai saber que com a mãe conversará em português e que, na escola, deverá falar em inglês. É recomendável que pais brasileiros que moram no exterior falem sempre com seus filhos em português, para garantir a aquisição do nosso idioma. Já os que moram aqui e que são fluentes até podem reforçar a outra língua por meio de músicas, brincadeiras e histórias.

Crianças bilíngues misturam os idiomas dentro e fora da escola

Verdade. Pode acontecer, sim. E isso não é um problema. Esse processo é chamado de “codeswitching” (troca de código, em tradução livre). A criança usará o vocábulo que lhe vier primeiro à mente. O objetivo é comunicar-se, então, ela vai se valer do recurso que tiver. Com o tempo e o uso das línguas, o vocabulário aumenta em ambas e a tendência é que as trocas diminuam. Mas, caso demore muito para isso acontecer, vale a pena procurar um fonoaudiólogo.

Crianças não demoram muito para dominar o segundo idioma

Verdade. Crianças que vivenciam profundamente o idioma estrangeiro, no dia a dia, costumam logo entender a língua e usá-la com facilidade. O aprendizado é simultâneo e o esperado é que a criança vá desenvolvendo habilidades nos dois idiomas.

FONTES: Bete Rodrigues, coordenadora do bilíngue do Colégio Renascença. Dumara Maria Rigazzo e Silva, diretora e pedagoga do Colégio Novo Método. Lilian Leventhal, coordenadora de inglês do Colégio Renascença. Luiz Francisco, professor de psicologia da FADISP. Adriana Albertal, diretora da Seven Educacional, área da Seven Idiomas que implanta programas bilíngues certificados por Cambridge English em colégios e universidades. Alberto Costa, senior assessment manager de Cambridge Assessment English, departamento da Universidade de Cambridge especializado em certificação internacional de língua inglesa.
 

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