Horóscopo

Com má fama, inferno astral é na verdade uma das fases mais ricas do ano

Lumi Mae/Arte UOL
Inferno astral deve ser encarado, sem estresse, como momento de "faxina pessoal" Imagem: Lumi Mae/Arte UOL

Christina Queiroz

Do UOL, em São Paulo

17/07/2014 07h00

Chamado de inferno astral, o mês que antecede o aniversário das pessoas é conhecido por ser uma das fases mais catastróficas do ano zodiacal. No entanto, para astrólogos, apesar de o período trazer situações difíceis, deve ser vivenciado como um momento fundamental para rever objetivos e fazer um balanço do ano que passou.

Isso acontece, porque, nos 30 dias antes do aniversário, as pessoas vivem de forma mais intensa os aspectos ligados à casa 12 do mapa astral --relacionada aos assuntos ocultos e ao inconsciente. “Com isso, é comum que os indivíduos façam um balanço do último ano e olhem para seu interior”, explica a astróloga e taróloga e Titi Vidal.   

Gregório Pereira de Queiroz, astrólogo e musicoterapeuta, também explica que, durante o inferno astral, o Sol atravessa a casa 12, antecedendo o ingresso para a casa 1, que indica uma fase de renascimento. Assim, representa um momento de ajuste de contas com o que não pode continuar deficiente. Por isso, embora seja considerado difícil, é um período fértil para o crescimento pessoal, se o indivíduo encará-lo com sabedoria e calma.

Inferno ou inverno astral?
Com a intenção de evitar essa imagem ruim do inferno astral, Tatiana Magalhães, astróloga especialista em astrologia natal, infantil e previsões, prefere chamar o período de “inverno astral”, na medida em que se considera o aniversário uma “primavera”.

Para ela, o mês que antecede o aniversário deve ser vivido como o período de fechamento de um ciclo, no qual a pessoa pode realizar uma “faxina existencial” e fazer um balanço dos acontecimentos do último ano.

Ainda de acordo com Tatiana, os “invernos astrais” variam a cada ano e de signo para signo. “Anos com muitas mudanças, por exemplo, podem trazer momentos mais difíceis a indivíduos dos signos de Virgem e Touro, que levam tempo para adaptar-se a novas situações”, comenta. 

Não fuja dos problemas
Gregório Queiroz garante que não se deve evitar o mal-estar que pode surgir, pois seria como esconder o sintoma de algo que deve ser cuidado. O astrólogo lembra, também, que as pessoas apresentam sentimentos distintos durante o inferno astral, que variam conforme as vivências do último ano.

E finaliza: “O pior do inferno astral não é vivermos possíveis sofrimentos, mas não fazermos bom uso deles. Acredito que esse é um dos momentos mais importantes e fecundos do ano”.

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