Horóscopo

"Astrologia não é predestinação", diz a astróloga Susan Miller

Divulgação
Susan Miller, a astróloga mais famosa da vez Imagem: Divulgação

Daniela Carasco

Do UOL, em São Paulo

20/10/2017 04h00

Dar boas notícias é sempre o objetivo de Susan Miller, astróloga americana que ganhou o mundo com suas previsões mensais. Por ano, 16 milhões de leitores passam pelo seu site, o Astrology Zone, à procura de respostas sobre amor, finanças, carreira e saúde. Seu sucesso, ela acredita, vem dos longos textos -- são mais de 48 mil palavras divididas em 12 signos --, cheio de detalhes. 

Segundo Susan, Astrologia não é a arte da predestinação. "Ela não prevê o futuro, dá apenas sugestões", disse em entrevista ao UOL. "Você está no controle da sua vida, tem livre arbítrio para realizar ou não aquilo que o mapa mostrou."

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Entre seus ávidos leitores, estão em sua maioria mulheres (60%), com idade entre 25 e 45 anos, que se concentram principalmente em Nova York, Los Angeles e Londres. Dos países que não têm o inglês como língua nativa, destaca a audiência vinda da Turquia e do Brasil. "Os brasileiros são muito presentes no meu Twitter", diz ela que prepara, para o próximo ano, o lançamento da versão em português de seu aplicativo, também batizado de Astrology Zone.

Assim como os comentaristas esportivos, que não revelam seu time do coração, Susan não responde qual é o seu signo. "Meu trabalho não é sobre mim".

Aqui, ela fala da carreira, justifica seu sucesso, revela algumas de suas previsões mais marcantes e ainda se diverte com o descrédito das próprias filhas Diana e Chrissie.

UOL - O que te faz ser a astróloga mais famosa no mundo hoje?
Susan Miller - Acho que o fato de ser muito detalhista e escrever textos longos. Sou perfeccionista, gosto de dar o máximo de informação possível as meus leitores. Entrego a eles o que eu gostaria de ler sobre meu signo.

Por que a Astrologia?
Nasci com uma grave má-formação na perna esquerda. Uma doença raríssima, que provocava dores fortes e quase me impediu de andar. Os médicos não conseguiram dar o diagnóstico, depois descobri que só 47 pessoas, no mundo, tiveram esse transtorno -- e ninguém sobreviveu. Na infância, minha mãe, que era astróloga, me confortou dizendo que a Astrologia havia mostrado a ela que eu iria me curar aos 14 anos. Aos 13, sofri uma hemorragia interna no quadril, fiquei entre a vida e a morte. Fiz uma série de cirurgias, que restringiram meus movimentos. No ano seguinte, decidi estudar sobre o assunto para tentar encontrar nos astros as respostas sobre a minha recuperação. Eles me deram esperança. Nasci com Júpiter na casa da saúde. Ele é um planeta protetor.

Quem te ensinou sobre o assunto?
Minha mãe. Mas ela tinha receio que eu não me dedicasse tanto e me tornasse uma profissional simplista. Quando eu nasci, ela já tinha dez anos de experiência, um acervo enorme de livros. Sou a mais velha, de duas filhas. Minhas irmã entende do assunto, mas não tão bem quanto eu.

Quantas horas você trabalha por dia?
Acordo às 6h. Até às 11h, me arrumo, ligo no banco para checar meus pagamentos, cobro quem ainda não pagou, checo e-mail [são mais de 2.500 por dia] e Twitter. Depois, escrevo até às 2h, todos os dias, sem descanso. Sou muito feliz escrevendo, mas preciso abrir mão de muitas coisas para isso, como sair aos finais de semana e beber. A estrada, assim como o álcool, me deixam sonolenta e improdutiva. Preciso controlar minha energia, pois faço tudo sozinha.

Você faz atendimentos particulares?
Não tenho tempo. Além do meu site, escrevo para dezenas de revista no mundo. A comediante Amy Poehler me pediu outro dia para atendê-la, recusei. Coincidentemente, tínhamos uma viagem na mesma data de Los Angeles para Nova York, onde moro. Fomos no jatinho dela e, assim, consegui ajudá-la. Aliás, adoro trabalhar no avião. Peço desculpa aos terrestres, mas gosto muito mais de estar entre as nuvens. Acho frustrante ver pessoas dormindo no voo, tenho vontade de acordar uma por uma.

É reconhecida com frequência?
Sim, na rua, no aeroporto. Por isso, estou sempre maquiada e com o cabelo em ordem. Tenho o costume também de puxar assunto com quem está do lado. Quando revelo minha identidade, as pessoas ficam muito animadas.  

Quão difícil é ter a responsabilidade de fazer previsões e dar as repostas que as pessoas estão esperando?
Bastante. Preciso sempre encontrar um jeito mais leve de falar. Às vezes, cogito manter em segredo aquilo que possa ser ruim, mas meus leitores entendem muito de Astrologia e me cobram. Esconder algo, no meu caso, é como ver um ônibus avançando na direção de sua melhor amiga e não avisá-la. Tenho responsabilidade com a verdade, me faz muito mal passar a imagem de despreparada.

Já teve sua credibilidade questionada?
Raríssimas vezes, todas por cientistas que desconhecem a Astrologia. Desde que o homem é homem, ele gosta de fazer piada com aquilo que não conhece. Respeito quem não gosta. Sei que é possível viver bem sem conhecer nada sobre o assunto.

Sente que as pessoas levam a sério suas previsões?
Eu amo quando me escutam! Digo que milhões de pessoas acreditam em mim, menos minhas próprias filhas. Diana, a caçula, nunca me ouve e acaba se dando mal, principalmente na hora de tomar decisões. A frase que mais repito em casa é: 'Eu te disse'. Ela e a primogênita Chrissie parecem estar sempre me desafiando. As duas estão na faixa dos 30 anos.

Quais das previsões já se concretizaram?
Uma vez estava na Califórnia e conheci uma menina que tinha acabado de perder a aliança de casamento. Ela estava muito triste e eu disse que se ela quisesse encontrá-la, precisava perguntar ao mapa. Assim que o fiz, vi muita água relacionada àquele objeto. Ela logo me revelou que havia perdido o anel na praia, em Santa Mônica. Eu disse que com a ajuda de mergulhadores, ela o encontraria. Todo mundo que estava ao redor riu. Pois foi o que ela fez. E, pasmem, acharam a aliança. Uma outra vez atendi uma garota que disse ter passado por sete abortos espontâneos. Ainda assim vi que ela teria um bebê em dezembro do ano seguinte. Cogitei não contar, mas ela precisava saber. Foi o que aconteceu. Voltei a encontrá-la um ano depois do nascimento e perguntei por que ela não me disse que tinha conseguido engravidar. Ela respondeu: 'Porque você já sabia'.

A Astrologia é capaz de adivinhar o futuro?
Jamais. Ela só dá sugestões sobre a sua vida. São previsões que os astros nos enviam para ajudar a alcançar certos objetivos. Astrologia não é predestinação. Você está no controle da sua vida, tem livre arbítrio para alcançar ou realizar aquilo que o mapa astral mostrou. 

Você tem seu próprio astrólogo?
Não. Tenho todos os aspectos memorizados. Só preciso olhar diariamente as posições dos planetas e estrelas para entender o que posso esperar e realizar. Quem sabe pouco sobre astrologia, sugiro salvar o mapa astral no celular e torcer para me encontrar na rua. Estou sempre disposta a ajudar. Meu trabalho é ajudar as pessoas a serem felizes e bem-sucedidas, indicando os melhore momentos para isso. Não à toa, já atendi muitos executivos.

Toma decisões diárias com base no seu mapa astral?
Sim. Gosto de saber quando os planetas estão retrógrados, que são momentos mais difíceis de realização. Nunca assino contratos, por exemplo, quando Mercúrio está retrógrado. E evito questões tecnológicas quando Marte está retrógrado. Só tomo decisão quando a Lua volta a ficar cheia depois desses aspectos.

Por que não revela seu signo?
Meu trabalho não é sobre mim. É pouco profissional um astrólogo revelar seu signo.

Você pretender ser astróloga até o fim da vida?
Sim! Tive que estudar muito e me torno melhor a cada ano. Lancei o site em 1995 para ajudar as pessoas. Sempre me perguntar por que não o vendo. Ganharia muito dinheiro, mas gosto muito de trabalhar por conta própria. Amo o que faço.

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