Moda

10 camisas feitas por times com significados que transcendem o esporte

25/01/2017 04h04

O que futebol tem a ver com moda? Muito mais do que você imagina. Cada peça de roupa é repleta de significados, assim como as camisas de futebol. Quem não curte muito o meio fashion pode até achar que roupa é só um pedaço de pano para cobrir o corpo. Mas a moda vai além --ela é identidade e história. No esporte é a mesma coisa, os uniformes não são apenas peças coloridas feitas para diferenciar os times. Existe muita paixão, simbologia de cores e tradição do clube impressas em cada camisa. Além disso, você sabia que existem modelos especiais que carregam histórias que extrapolam as quatro linhas? Pois é! Conheça abaixo dez casos que vão além e trazem informações especiais para o campo (e para fora dele). 

  • Imagem: Divulgação/Cesar Greco/Ag. Palmeiras
    Divulgação/Cesar Greco/Ag. Palmeiras
    Imagem: Divulgação/Cesar Greco/Ag. Palmeiras

    Escudos de dois times

    Palmeiras e Chapecoense tiveram nos últimos meses suas histórias inegavelmente entrelaçadas. Foi contra o atual campeão brasileiro que a Chape fez seu último jogo antes da tragédia do dia 29 de novembro de 2016. Menos de dois meses depois, em 21 de janeiro deste ano, os dois clubes voltaram a se encontrar, em amistoso que, pela representatividade, valeu mais do que qualquer título. Isso porque simbolizou o começo da reconstrução do clube catarinense, com a presença de sobreviventes do acidente. Para o jogo disputado na Arena Condá, em Chapecó, Santa Catarina, as camisas de ambos alvi-verdes traziam os escudos dos dois clubes, em sinal de respeito e união.

  • Imagem: Divulgação
    Divulgação
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    Faixa colorida

    Inspirado pelo lema "heróis anônimos da sociedade", o Rayo Vallecano, da Espanha, lançou novos uniformes engajados com causas sociais para a temporada 2015-2016. O segundo uniforme oficial era preto e levava no peito uma faixa com cores do arco-íris. Cada uma das tonalidades tinha um significado: o vermelho representava a luta contra o câncer; o laranja, o apoio aos deficientes físicos; amarelo era em nome da esperança; o verde, o meio ambiente; o azul, os que combatem a violência infantil; e o violeta, a luta contra a violência de gênero. Já o terceiro uniforme era cinza, com faixa rosa, contra o câncer de mama. A cada segundo ou terceiro uniforme vendido, o Rayo Vallecano doou 7 euros a instituições que apoiam estas causas. O primeiro uniforme foi mantido, com o branco predominante e a faixa transversal vermelha.

  • Imagem: Divulgação
    Divulgação
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    Limpando os oceanos

    Dois gigantes do futebol mundial também fizeram bonito. Bayern de Munique, da Alemanha, e Real Madrid, da Espanha, receberam uniformes fabricados a partir de resíduos plásticos retirados dos oceanos. Em parceria com a Parley, associação de conscientização sobre a ação do homem nos oceanos, a Adidas vestiu os clubes com a nova tecnologia nos jogos contra Hoffenheim e Sporting Gijón, nos campeonatos alemão e espanhol, em novembro de 2016. A campanha teve como representantes jogadores Xabi Alonso, do Bayern, e Marcelo, lateral do Real Madrid.

  • Imagem: Divulgação
    Divulgação
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    Meu Sangue é Rubro-Negro

    Foi em 2013 que o Vitória lançou a campanha "Meu Sangue é Rubro-Negro" para sensibilizar sua torcida. A ideia era simples: tirar as tradicionais listras vermelhas do uniforme do clube baiano, que seriam devolvidas gradualmente, desde que a quantidade de sangue doado nos hemocentros locais também subisse. Em poucos meses, o aumento foi pra lá de significativo, com incremento de 46% nas doações, superando a meta inicial de 25%, e devolvendo o vermelho ao manto do time. O Vitória voltou a se engajar em prol da saúde ao lançar campanha para doação de órgãos em 2015. Nesse caso, o escudo da agremiação era removível, em velcro e, no momento de uma substituição, era "doado" pelo jogador que saía de campo a seu substituto. O objetivo da campanha era mostrar que o "fim de jogo" para uma pessoa poderia significar o começo para outra.

  • Imagem: Reprodução/Facebook/Madureira
    Reprodução/Facebook/Madureira
    Imagem: Reprodução/Facebook/Madureira

    Che

    O Madureira, do Rio de Janeiro, criou em 2013 camisas temáticas que homenageiam ao mesmo tempo Cuba e o próprio clube. Os uniformes fazem referência a uma excursão realizada pelo Madureira à ilha em 1963, na qual o time se apresentou em cinco jogos amistosos. As cores da bandeira do país estampam a camiseta de goleiro, enquanto a versão para os jogadores de linha é mais discreta, em grená. Ambas carregam o rosto de Che Guevara, líder revolucionário que chegou a conhecer os jogadores do Madureira em um hotel de Havana. Apesar de não ter sido usado em jogos oficiais, o uniforme foi bem recebido por torcedores. Segundo a agência de notícias Reuters publicou na época, as vendas do Madureira passaram de mais ou menos 10 camisas por mês para mais de 3.000 por semana, em balanço divulgado pelo clube três semanas após o lançamento.

  • Imagem: Divulgação
    Divulgação
    Imagem: Divulgação

    Listras invertidas

    Foi sem adiantar detalhes que o departamento de comunicação do Botafogo informou que o clube vestiria uma camisa especial antes do jogo contra o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro de 2014. À primeira vista, a notícia pareceu falsa a quem acompanhou a entrada dos jogadores em campo, já que nem mesmo a imprensa percebeu a inversão das listras pretas pelas brancas no uniforme do alvi-negro, em campanha contra o racismo. Era exatamente essa a intenção do clube. "Se você não percebeu a camisa invertida, é porque a cor não faz a menor diferença", dizia a faixa ostentada pelos jogadores do Bota antes de a bola rolar.

  • Imagem: Divulgação
    Divulgação
    Imagem: Divulgação

    Rock

    Em 2010, o Brasiliense, do Distrito Federal, atraiu a atenção ao criar um uniforme em homenagem ao rock. A estampa, em tons de azul, simulava um jeans, sobreposto por caveiras da banda norte-americana Misfits. A cruz da camisa do Jacaré foi mantida, mas tingida de preto. A versão foi lançada em 13 de julho, Dia Mundial do Rock, inspirada na ideia de uma funcionaria do clube. Logo na estreia, no empate contra o América-MG, muitos torcedores contrariados pelo uniforme polêmico entoaram o cântico "ão ão ão, amarelo é tradição". Apesar dos protestos dos tradicionalistas, a "camisa do rock" foi um sucesso absoluto de vendas, segundo a direção do Brasiliense. Na mesma onda, o Santa Cruz foi outro time brasileiro a homenagear o rock em seu uniforme, embora o tenha feito de forma bem mais discreta. Os jogadores vestiram camisetas com os nomes de bandas do gênero, como Titãs, Guns N' Roses e Sepultura no duelo contra o Vasco da Gama pela 3ª fase copa do Brasil de 2016.

  • Imagem: Divulgação
    Divulgação
    Imagem: Divulgação

    Veteranos de guerra

    O centenário Bolton Wanderers, da Inglaterra, uniu forças com a Blesma, associação de apoio a veteranos de guerra do Reino Unido, para lançar um uniforme diferente. Na temporada 2014/2015, o clube adicionou à coleção uma camisa verde-militar com inscrições de incentivo aos veteranos da 1ª Guerra Mundial sacadas do poema "For the Fallen", de Laurence Bynion. A cada peça vendida, 10 euros foram destinados à Blesma.

  • Imagem: Divulgação e Reprodução/Facebook/Belgian Cycling
    Divulgação e Reprodução/Facebook/Belgian Cycling
    Imagem: Divulgação e Reprodução/Facebook/Belgian Cycling

    Ciclismo

    Para disputa da Euro 2016, a Bélgica surpreendeu ao lançar sua camisa reserva. É azul clara, em homenagem às tradicionais equipes de ciclismo do país, onde a modalidade sobre duas rodas é bastante popular e vencedora, com diversos títulos mundiais no currículo. O modelo conta com o preto, o amarelo e o vermelho da bandeira belga aparecendo em três faixas horizontais na altura do peito, quase idêntico à camisa utilizada pelos ciclistas do time belga.

  • Imagem: Reprodução/Youtube
    Reprodução/Youtube
    Imagem: Reprodução/Youtube

    Educativo

    Em 2013, o São Paulo se uniu com a ONG Casa do Zezinho por uma causa nobre no dia das crianças. A iniciativa fez parte do projeto "Educação em Campo" e aconteceu durante a entrada dos jogadores antes do clássico contra o Corinthians, no dia 13 de outubro, pelo Campeonato Brasileiro. A ação consistiu em substituir o número dos jogadores por problemas matemáticos. A camisa do lateral Douglas, por exemplo, era oficialmente a 23, mas teve seu número substituído por 2 elevado a 4 +7. Já a número 10, do meio-campista Jadson, deu lugar para a soma a 5+5. Na ocasião, 20 crianças da ONG entraram em campo com os jogadores para o duelo, disputado no estádio do Morumbi, enquanto o painel eletrônico exibia o lema da campanha. Após o jogo, as camisas da iniciativa foram autografadas e leiloadas pela internet. O dinheiro arrecadado foi inteiramente revertido à Casa do Zezinho, que buscava recursos para ampliar seus programas profissionalizantes para os jovens atendidos.

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