Moda

Adidas, Nike e Puma disputam a "Copa" das marcas fashion esportivas

Divulgação/Nike
Uniformes da seleção brasileira, desenhados pela Nike Imagem: Divulgação/Nike

05/05/2006 19h19

BERLIM - A Copa do Mundo de 2006 terá uma só seleção vencedora, mas entre as marcas de roupas esportivas, as três maiores empresa do setor - Nike, Adidas e Puma - aproveitarão o evento para aumentar suas vendas, dar brilho à imagem e aumentar a competição entre si.

A alemã Adidas, fornecedora da bola oficial "Teamgeist" ('Espírito de Equipe'), prevê vender materiais e equipamentos de futebol por mais de um bilhão de euros. A marca das três listas patrocina seis seleções que disputarão o Mundial, entre elas a francesa e a Mannschaft alemã, anfitriã do torneio.

Já a rival Puma, também alemã, se considera a grande vencedora do evento, já que fornece artigos para doze dos 32 participantes, enquanto a americana Nike espera reduzir a distância que a separa da Adidas, com seus oito selecionados, entre eles a Seleção Brasileira.

Herbert Hainer, dono da Adidas, declarou recentemente que as vendas do grupo não serão afetadas mesmo que Alemanha não passe da primeira fase. A Adidas confia em vender mais de 500.000 unidades da camisa branca de Michael Ballack e companhia, assim como 10 milhões de bolas e um milhão de pares da chuteira 'Predator', além de um milhão de camisas de outras seleções (França, Espanha, Argentina, Japão e Trinidad e Tobago).

Como suas rivais, a Adidas investiu muito dinheiro na promoção do evento. As cifras não foram reveladas, porém traduzem os prejuízos registrado no balanço do quarto trimestre de 2005.

Na Puma "também investimos bastante", admitiu o presidente Jochen Zeitz em entrevista recente, mas "não é só uma questão de prestígio, mas também de fixar a marca".

O Mundial-2006 é também "o evento no qual a Nike fará o maior investimento de sua história", disse o presidente da Nike-France, Fabrice Ducceschi.

Nenhum dos grupos põe em dúvida que o Mundial não provocará uma valorização de suas ações. Para a Adidas, inventora das chuteiras de travas, a Copa servirá para "continuar reforçando nosso domínio do mercado mundial", explica Hainer.

A Puma patrocina todas as formações africanas classificadas - Gana, Angola, Costa do Marfim, Togo e Tunísia - equipes com um grande potencial de simpatia, que lhe permitirá se posicionar nesse continente antes do próximo Mundial, que será disputado na Africa do Sul em 2010.

Por último, a Nike só quer consolidar seu primeiro posto mundial como fabricante de roupa esportiva.

O Mundial-2006 chega em um momento de muita efervescência do mercado: a Adidas comprou a americana Reebok e tenta claramente arrebatar o lugar que ocupa a Nike no mercado.

A Puma nascida de uma disputa familiar no seio do clã da Adidas, os Dassler, é a menor delas e teme por seu futuro independente nesse contexto de grandes movimentos.

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