Moda

Marca de roupas cria estratégia para ajudar a reciclar o lixo no mar

Ecoalf/Sybilla
A estilista espanhola Sybilla colaborou com a Ecoalf criando uma coleção de roupas feitas com material reciclável, como este casaco Imagem: Ecoalf/Sybilla

Emily Dawling

da BBC Culture

27/11/2017 10h01

Ao mesmo tempo em que cerca de 8 milhões de toneladas de plástico são despejadas no mar todos os anos, jogamos fora 11 bilhões de quilos de roupas anualmente.

O lixo altera a composição química do nosso mundo marinho, afetando todos os ecossistemas na água. Ao mesmo tempo, encher aterros de lixo, incluindo roupas, faz com que poluentes químicos contaminem solo e ar, com um impacto negativo sobre o planeta e, consequentemente, sobre a nossa saúde.

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É óbvio que algo precisa ser feito. E nesse sentido, um conceito criado pela marca espanhola de roupas Ecoalf poderia ajudar.

Ecoalf
O criador da Ecoalf, Javier Goyeneche, quer aumentar a consciência sobre o uso irresponsável de recursos naturais e o slogan da campanha é "Porque não há um planeta B" Imagem: Ecoalf

O complexo e revolucionário projeto de sustentabilidade da empresa busca transformar os restos plásticos encontrados nas profundezas do Mar Mediterrâneo em barbante para costurar tecidos e fazer roupas.

A iniciativa, chamada Upcycling the Oceans, foi indicada para o prêmio Beazley Designs, que celebra anualmente iniciativas de design que levem a mudanças no mundo onde vivemos.

O slogan da Ecoalf é "Porque não há um planeta B", e seu objetivo é "criar a primeira geração de produtos reciclados com a mesma qualidade, design e propriedades técnicas que os melhores produtos não reciclados".

Até agora, parece que eles estão no caminho certo.

Ecoalf
O projeto da Ecoalf, chamado Upcycling the Oceans, foi indicado para o prêmio Beazley Designs deste ano Imagem: Ecoalf

O projeto Upcycling the Oceans foi lançado originalmente em 2015 no país de origem da Ecoalf, a Espanha, com base em um modelo de economia circular que revoluciona o processo de criar roupas.

Há três passos principais: primeiro, pescadores locais coletam o plástico do solo do Mar Mediterrâneo, que é então purificado através da polimerização (que gera pellets, um produto granulado) e vira um filamento contínuo por meio da extrusão e transformação dos pellets em fios usados para costurar as roupas.

Ecoalf
O projeto da Ecoalf revoluciona a produção de roupas: o lixo do oceano é purificado e transformado em pellets que viram fios para a costura de roupas Imagem: Ecoalf

"(O projeto) vai expandir o conhecimento das pessoas sobre o que está acontecendo no planeta e sobre como estamos trabalhando para alcançar um objetivo muito definido: parar de usar recursos naturais de uma maneira irresponsável e deixar um futuro melhor para as próximas gerações", disse à BBC Javier Goyeneche, criador e presidente da Ecoalf.

A empresa já trabalhou com as marcas Swatch, Apple e Goop, além de uma parceria com a estilista espanhola Sybilla para criar uma coleção de dez peças como casacos coloridos reversíveis e jaquetas de nylon criadas a partir de redes de pescadores jogadas fora.

A Ecoalf expandiu sua operação para a Tailândia em setembro deste ano. O projeto é apoiado pelo Ministério do Turismo do país e pela empresa química PTT Global Chemical Public, e tem uma duração prevista de três anos.

Ecoalf/Sybilla
A estilista espanhola Sybilla colaborou com a Ecoalf criando uma coleção de roupas coloridas feitas com tecido reciclado de redes de pesca Imagem: Ecoalf/Sybilla

Cada item é 100% reciclável. Esse método pode ajudar a reduzir a enorme quantidade de roupas desperdiçadas que estamos criando, além de criar recursos sustentáveis para criar roupas de alta qualidade no futuro.

Não é só uma questão de criar roupas, porém. Cerca de 60% das 8 milhões de toneladas de plástico vêm de países asiáticos, segundo a Ecoalf.

O projeto na Tailândia inicialmente está focando na educação de locais a respeito de um estilo de vida sustentável e responsável, em uma tentativa de reduzir esse número com a coleta e os processos de reciclagem, chegando até a transformação do material bruto em roupas.

Goyeneche tem grandes esperanças em sua missão ecológica: "É uma enorme oportunidade, e desenvolvemos esse projeto de forma que ele possa ser replicado no mundo todo".

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