Moda

Fabricante de "sapato do Bush" recebe 300 mil pedidos

19/12/2008 11h50

Ancara, 19 dez (EFE).- O sapato jogado contra o presidente americano, George W. Bush, por um jornalista iraquiano transformou-se em campeão de encomendas para a empresa turca que o fabrica, recebendo 300 mil novos pedidos desde o incidente de domingo.

O estouro de pedidos foi divulgado hoje pela imprensa turca, que entrevistou Ramazan Baydan, presidente da Baydan Shoes Company, que fabrica o modelo jogado contra Bush durante sua visita de despedida ao Iraque.

O empresário explicou que ele mesmo é autor do desenho, que até agora recebia o nome de "código 271" e que foi rebatizado pelas pessoas como "sapato do Bush".

Baydan explicou que esse tipo de sapato é produzido há 5 anos e vendido sobretudo a países do Oriente Médio e à Rússia.

"Só ao Iraque exportamos 15 mil pares. Os sapatos podem parecer brutos, mas um par pesa 600 gramas e os vendemos no Iraque por US$ 27".

Baydan explicou que, após reconhecer seu sapato no modelo que o jornalista iraquiano jogou contra Bush - que conseguiu se esquivar -, durante uma entrevista coletiva, se sentiu muito entusiasmado e chamou seu sócio no Iraque para ter certeza que se tratava de um de seus modelos.

"Desenhei esse modelo há 10 anos. Nunca virou moda. Agora se transformou em um símbolo de 'democracia' para o povo do Iraque e me sinto emocionado por isso", declarou.

O empresário acrescentou que cerca de 1.800 pares do "sapato de Bush" foram comercializados nos Estados Unidos.

Seus planos agora são de iniciar uma campanha publicitária no Iraque com cartazes nos quais se leia "Adeus Bush; bem vinda, democracia" - democracia que, paradoxalmente, só foi possível no Iraque após a invasão americana de 2003.

Além disso, anunciou que dará sapatos de graça de por vida à família de Muntazer Al Ziadi, o repórter que protagonizou a tentativa de agressão a Bush já que, disse, sua ação foi muito beneficente para seu negócio.

Embora afirme que não quer misturar política com seus negócios, o sapateiro assegurou que compreendia Al Ziadi e que aprovava suas ações. "Eu teria feito o mesmo nessas condições", reconheceu.

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