Moda

Na sua despedida do SPFW, Pedro Lourenço traz "peixes onça", Dior e contemporaneidade

Alexandre Schneider/UOL
Pedro Lourenço faz seu desfile de despedida e reafirma seu talento Imagem: Alexandre Schneider/UOL

CAROLINA VASONE
UOL Estilo

13/07/2006 14h28

Ele tem apenas 16 anos, mas faz coleções com o rigor que muita gente grande nunca conseguirá alcançar. Ainda assim, é um garoto, e é por isso que Pedro Lourenço, depois de quatro anos assinando coleções (ele começou aos 12, na Carlota Joaquina), resolveu abandonar, temporariamente, a profissão precoce de estilista. "Mas vou continuar fazendo cursos relacionados a moda. Também vou aprender francês. Depois, entrarei num curso de História da Arte. A Marie Rucki (do Estúdio Berçot, responsável por um dos ensinos de moda mais conceituados do mundo) também acha que é melhor do que cursar uma faculdade de moda, no meu caso", conta Lourenço.



Na sua coleção de despedida, Pedro Lourenço deixou boas impressões, a serem lembradas até o seu retorno, na maioridade. Fã dos ícones de estilismo mundial, como Balenciaga, ele desta vez, se inspirou, mais especificamente, no "new look" da Dior dos anos 50, na série de vestidos em organza, saia armada em várias camadas, cintura bem marcada, em pink e laranja "Gaultier" (tom conhecido por ser muito utilizado pelo estilista), num look de princesa moderna, com a força dada pelas cores vibrantes.



O colorido, aliás, apareceu nestes poucos momentos, mais para o final do desfile. A maior parte da coleção é clara, para o branco, com momentos de preto e de estampados pontuais. É o caso da estampa de "peixe-onça", nos vestidos com peitoral de couro preto formando escamas de peixes. Na verdade, a estampa é de peixe mesmo, mas trata-se de um peixe que se camufla para se proteger. E o "difarce" rajado, amarronzado, deu um curioso resultado felino.



Além da alusão a Dior e ao mundo marinho, o estilista ainda buscou nas roupas da rainha inglesa Vitória (século 19) referência para as espécies de mangas recortadas saídas das laterais dos vestidinhos curtos e blusas estruturadas, de Maria Antonieta (século 18), inspiração para os corseletes, assim como a espécie de rufo mais liso, sem babados (uma gola alta, dura, que dá a volta em todo o pescoço).

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