Moda

Rita Wainer troca desfile por instalação e mostra pouca roupa

Alexandre Schneider/UOL
Rita Wainer apresentou coleção de poucas peças com espírito hippie e toques de glamour Imagem: Alexandre Schneider/UOL

CAROLINA VASONE
Enviada especial ao Rio de Janeiro

07/06/2008 21h59

O título da instalação era "O tempo do tempo e as deusas do destino". O tema era a relação com o tempo, os elementos de uma sala de desfile com sua função pervertida, sem hierarquias de lugares, cadeiras amontoadas ao fundo e modelos desfilando em círculos, não para os fotógrafos, mas para si mesmas, em torno de três garotas que brincavam com fios de lã de tricô. Na leitura da estilista Rita Wainer, eram três deusas gregas; Cloto, Laqueis e Atrópodos.

Responsável pelo terceiro e último desfile do primeiro dia do Fashion Rio, neste sábado (7), a estilista resolveu trocar a apresentação da coleção por uma performance. Privilegiou a idéia à roupa, saindo-se melhor na primeira do que na segunda. Com poucos modelos a serem vistos (o texto de divulgação dizia que seriam dez, mas apenas seis peças foram apresentadas, sem contar os três bodies pretos com gola bordada das "meninas-deusas"), a coleção para o Verão 2008/09 se repetiu em vestidos de malha, com camadas de tecidos diferentes (alguns trazidos da Costa do Marfim) formando babados grandes, barra desnivelada e bordados nas partes de cima dos tops, que em alguns momentos eram sem manga e em outros com manga de cava deslocada. O espírito era hippie com toque de glamour; as garotas fãs da grife Theodora talvez se empolguem com as versões mais decotadas da marca que a estilista assina com o próprio nome, para representar suas criações mais conceituais.

Embore falasse do tempo, a instalação também podia ser interpretada como uma irônica crítica à estrutura da moda. Democrática e com um jeitão sem frescura e afetação do "mundinho", Rita parecia querer acabar com as regras de valorização e desvalorização dos convidados geralmente ditada a partir do lugar onde sentam, deixando todo mundo em pé e à vontade para também ir embora na hora em que quisesse. No chão, os espelhos quebrados também podiam ser interpretados como um basta à vaidade excessiva e à permissão de cada um se enxergar como bem entendesse, sem imposições sobre o que é considerado feio, bonito, na moda ou fora dela.

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