Moda

Menos "inatingível", Lenny reafirma posto de diva da moda praia brasileira

Alexandre Schneider/UOL
A top Marcelle Bittar desfila saia da Lenny; a peça foi um dos destaques da coleção da grife Imagem: Alexandre Schneider/UOL

CAROLINA VASONE
Enviada especial ao Rio de Janeiro

12/06/2008 23h21

Lenny Niemeyer, a dona da Lenny, é, antes de estilista, arquiteta. Nesta edição disse que deixaria de lado a referência sempre presente de sua primeira formação em seus biquínis e maiôs. Eles seriam mais "orgânicos", em suas próprias palavras. A inspiração, vinda do fundo do mar.

Em cenário impressionante (do cenógrafo José Marton), branco com um espelho d'água no meio, ao fundo uma espécie de espiral, em imagem que poderia lembrar entre um casulo e um redemoinho de corrente marítima, a Lenny desfilou então sua transformação. Menos estruturados, com decotes mais arredondados, os maiôs, de fato, poderiam ser considerados mais orgânicos. A arquitetura, porém, aparecia agora de outra maneira: numa espécie de integração da construção com o ser humano. Ou do biquíni com o corpo das modelos, aliás, um time de tops: Izabel Goultart, Michelle Alves, Isabeli Fontana e Marcelle Bittar, entre as mais conhecidas.

Se em outras temporadas a moda praia foi chamada, de boca cheia, de moda praia de iate, para ricas, desta vez a imagem da "mulher Lenny" continua sofisticada, mas menos inatingível. Os decotes, faixas de lycra no meio das costas nuas, recortes que sobem e descem ao longo do ombro, poderiam virar uma esquisitice em outra situação. Num desfile da Lenny, provocam vontade de experimentar como aquilo se comportaria no próprio corpo.

Se os recortes aparecem nos maiôs, nos biquínis eles fazem par com uma modelagem geralmente bem pequena de calcinha, estrategicamente combinada com partes de cima maiores, para garantir a elegância. Em alguns momentos dos tons terrosos com brilho, há uma imagem ligeiramente exagerada na sensualidade a la "Versace", mas logo recuperada misturada a estampas como os lindos pontos de luz de peixinhos no mar profundo, nas peças no azul também escuro. Mais para frente, os bordados de peixes em marrom avermelhado, no fundo preto gasto, enfeitam não só maiôs e biquínis como saídas de praia.

As saídas de praia valem muitos comentários à parte. Rodadas, plissadas, com mangas de cava mais baixa, em alguns momentos lembram as estruturas de roupas dos estilistas japoneses ("é quase um Issey Miyake da moda praia", nas palavras do jornalista Vitor Ângelo) numa leitura sexy e pé na areia.

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