Moda masculina

Oskar Metsavaht adianta coleção do SPFW e dá dicas para o homem brasileiro

Divulgação
Montagem com croqui da Osklen para o Inverno 2011, imagem de Oskar Metsavaht e de desfile do Inverno 2007 Imagem: Divulgação

RICARDO OLIVEROS

Colunista do UOL

28/01/2011 07h00

Oskar Metsavaht é o melhor "homem-propaganda" de sua grife, a Osklen. Ele mesmo "cool", elegante e esportista (três características do estilo da linha fashion da marca), representa o novo homem que sabe variar o feijão-com-arroz e arrisca criar um estilo próprio. Em entrevista ao UOL Estilo, ele fala de onde vem sua inspiração, dá dicas importantes para os homens se vestirem melhor, e adianta um pouco da sua coleção de Inverno 2011, que desfilará no próximo domingo (30). Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

UOL Estilo - Poderia falar um pouco sobre a parte masculina de sua coleção para o Inverno 2011?

Oskar Metsavaht - Parto de peças clássicas (para mim), como o moletom com capuz, o suéter de "cashmere" com gola em “V” e o terno de lã e os decomponho, exacerbando suas formas e os detalhes ao lado do estilo Osklen. Utilizo os tecidos mais nobres de inverno para exercitar a sofisticação e a exigência de um acabamento impecável sobre as formas propostas pelo design que criamos. Acho que é uma maneira de eu afinar mais o nosso estilo, de exercitar a mim e a minha equipe de design e de aperfeiçoar o meu ateliê.

UOL Estilo - Você é um dos responsáveis por criar o estilo descolado como o homem urbano brasileiro se veste atualmente. Muito da sua inspiração vem do Rio de Janeiro, como sua coleção para a Riachuelo, por exemplo, além de várias coleções da Osklen. Quais elementos de estilo do homem carioca, na sua opinião, fazem parte deste "lifestyle" que você ajuda a fortalecer?


Oskar Metsavaht - Não me inspiro no homem carioca, na realidade me inspiro no "mood" do Rio de Janeiro, no equilíbrio do urbano com a natureza, [na mistura] do simples com o sofisticado, na sensualidade despretensiosa do carioca. Tento criar um estilo que seja adequado a este “espírito carioca”. Como elementos de estilo, as cores, o preto do asfalto, o urbano. E o bege claro, da areia. O azul do mar e do céu. A mistura de ângulos retos da arquitetura dos prédios com as curvas das montanhas e das ilhas. O brilho do pôr do sol, através dos dourados e dos pratas do luar sobre o mar. Os verdes vêm da copa das palmeiras e coqueiros, iluminados pelas luzes brancas dos postes de luzes à noite, e os detalhes laranja e vermelhos das luzes dos carros nas avenidas. Para mim, o Rio é noite e dia. E as minhas peças têm um misto disto, não só no look, mas em uma única peça.   

 

UOL Estilo - Um dos motivos pelos quais a Osklen se tornou um "case" de sucesso internacional foi manter acesa a chama do imaginário que os estrangeiros e outros brasileiros têm do Rio: um ar relaxado, e ao mesmo tempo "cool", o jeito de andar que se reflete nos cortes e caimentos das roupas...

Oskar Metsavaht - Há este equilíbrio: somos sexies, mas não daquela forma que Hollywood nos mostra,  e também que o Mario Testino, o Bruce Webber e outros nos mostram. Acho que este sexy esta dentro de um mix nosso que eu acho o mais interessante em um homem: um misto de despretensioso, artsy, sportsysurf, que não precisa de carrões, tem um corpo saudável sem ser “malhadão”, relax ao se vestir sem estar “largadão”, tanto na praia quanto à noite. Sua sensualidade tem um quê de "healthy hedonism" (hedonismo saudável).

UOL Estilo - O que você indica para o homem que quer sair um pouco do feijão-com-arroz na hora de se vestir?

Oskar Metsavaht -Sempre falo para amigos meus mais caretas que nos vestimos muito mal, acho que [o Brasil] é das culturas masculinas mais caretas na forma de se vestir. Somos um "demodê american way" (um estilo americano demodê), e pobrinho, ainda por cima!!! O que eles [os homens brasileiros] têm que fazer é experimentar combinar as peças do próprio guarda-roupa de diferentes modos. Ficar sozinho na frente do espelho, se sentir sexy, cool, elegante. Levantar aquela gola, colocar um foulard, uma abotoadura em uma camisa diferente, vestir a camisa do smoking com aquela calca mais esporte.

Uma vez, em 1998, eu acho, fui a uma loja em Los Angeles que fazia camisas para "rock stars" e artistas de Hollywood. Experimentei algumas e achei-as bem cool misturadas ao meu estilo mais surfer. A partir daí, criei uma coleção, em 1999 (a do desfile de verão 2000), quando eu ainda não criava feminino, cujo ponto de partida era a pergunta: "why not to feel like a rock star?” ("por que não se sentir uma estrela do rock?"). Para mim, foi uma quebra de paradigma no meu modo de encarar o meu estilo e expressar isto no meu masculino para a Osklen..

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