Moda

Mais uma vez, Fashion Rio aposta no novo jeans para os homens

Alexandre Schneider/UOL
A onipresente bermuda do verão ganha sobrevida no inverno mais ameno apresentado no Fashion Rio. A peça apareceu nos desfiles de Coca-Cola Jeans, Ellus 2nd Floor, R.Groove, TNG e Herchcovitch Imagem: Alexandre Schneider/UOL

Ricardo Oliveros

Do UOL, em São Paulo

12/11/2013 08h07

A semana de moda carioca aconteceu de 6 a 9 de novembro, no Pier Mauá, com 15 desfiles das coleções de Inverno 2014, sendo um único exclusivo masculino, e quatro mistos. Sua característica é apresentar uma moda mais comercial do que a do São Paulo Fashion Week, investindo em atores globais para garantir espaço na mídia. Sua grande qualidade é apresentar a renovação do jeans a cada temporada, mostrando a força deste segmento.

Mesmo que um desfile não apresente necessariamente as roupas que estarão nas vitrines, e tenha sido feito para durar apenas alguns minutos, ele permite antever quais são as apostas das marcas para uma determinada temporada.  Tendo em vista que a moda comercial não apresenta grandes novidades em termos de estilo, e confirma as tendências que já foram vistas em outras semanas de moda, o Rio tem uma particularidade: é lá que vemos por onde bom e velho jeans pode ser renovado.

No começo do ano, a Invista, detentora da marca Lycra®, contratou o Ibope Inteligência para realizar uma pesquisa sobre o jeans no Brasil para analisar o comportamento na hora da compra e no uso dessas peças. Segundo dados da pesquisa, o brasileiro compra em média sete peças em jeans por ano. 46% dos brasileiros que usam jeans vestem diariamente uma peça confeccionada com denim, na média geral, e utilizam  cinco vezes na semana. O uso diário é maior entre os jovens entre 18 e 24 anos e a na cidade de Goiânia (76%), seguida por Brasília (59%) e Curitiba (58%). O trabalho é a ocasião predominante de uso de jeans (54%), seguida de lazer (46%).

Este estudo só confirma o desenvolvimento deste segmento que cresceu 3,5% em volume de peças e 7,9% em faturamento em 2012 para R$ 7,3 bilhões, segundo uma projeção do Instituto de Estudos de Marketing Industrial (Iemi). Muito maior que a produção nacional de roupas em geral que encolheu 5,5% em volume e avançou 2,5% em vendas brutas.

O que contribui muito para este desempenho é que a produção de algodão deu um salto na última década. Neste período, o Brasil passou de importador para o quinto maior produtor e o terceiro maior exportador do setor, segundo dados do Comitê de Algodão na Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Como o maior custo na fabricação do jeans é com o algodão, e não com a mão de obra, por enquanto, estamos garantido nossa posição como o terceiro mercado consumidor e produtor do mundo. Todavia, ocupamos apenas a nona posição entre os maiores exportadores deste tecido, perdendo para países como China, Estados Unidos e Índia.

No Fashion Rio, ficou claro o investimento de empresas no desenvolvimento deste tipo de tecido. A marca Herchcovitch, linha mais acessível de Alexandre Herchcovitch, apresentou um jeans tecnológico desenvolvido em parceira entre a Rhodia e a Canatiba Têxtil.  O Emana®, fio inteligente da Rhodia, absorve o calor do corpo humano e o devolve sob a forma de raios infravermelhos longos, os quais prometem estimular a microcirculação sanguínea, ajudando a reduzir os sinais da celulite. Da Vicunha, os tecidos escolhidos foram as sarjas Azealia, com acabamento levemente metalizado na cor dourada sobre base cetim preta; os índigos Celine, de tonalidade azul intensa, que passam pelo processo de amaciamento, sem interferência de lavagem; por último o Max Drake, denim tingimento preto superintenso, 100% algodão.

A TNG, outra marca que investe no desenvolvimento do jeans, apresentou o tecido com efeito craquelado branco, toque macio e boa flexibilidade graças à adição de elastano nas peças. Da Ellus 2nd Floor, vimos o jacquard floral sobre o jeans dublado (técnica que junta um tecido ao outro) com neoprene e dá mais estrutura às peças.

Para finalizar esta onda, a Coca-Cola Clothing mudou seu nome para Coca-Cola Jeans, um dos maiores e intrigantes casos de marketing de moda no Brasil. A história dessa marca teve início em 2004, quando o escritório brasileiro criou uma linha para ser vendida nas franquias da Colcci, do AMC Têxtil, que se chamava Coca-Cola by Colcci. Como foi um sucesso de vendas, em 2005, passou a se chamar Coca-Cola Clothing. Na área da moda, o projeto brasileiro para a gigante do setor de refrigerantes é único, e recebeu em 2009, o prêmio “Licencee of The Year” (Licenciado do Ano, em inglês) reconhecimento máximo do licenciamento da The Coca-Cola Company.

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