Luxo

Turmalina paraíba por R$ 130 mil: pedras brasileiras inspiram joias de luxo

Isabela Noronha

Colaboração para o UOL

25/12/2016 07h45

Famoso pela biodiversidade, o Brasil é um país rico em pedras preciosas. E a multiplicidade de cores serve como inspiração para artistas, com o desenvolvimento de coleções de joias luxuosas cujos preços podem chegar a milhares de reais.

De um azul intenso e neon graças à presença de cobre em sua composição, a turmalina paraíba foi durante algum tempo encontrada somente no Brasil. Hoje, também é extraída na África e, embora tenha se desvalorizado um pouco, um quilate da pedra, em especial a brasileira, ainda alcança valores maiores do que o de um diamante incolor de qualidade --aproximadamente 40 mil dólares (mais de R$ 130 mil), de acordo com Jurgen Schnellrath, pesquisador do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem).

Encantada com  a cor, a designer de joias Ruth Grieco desenvolveu uma coleção exclusiva. "Gosto muito de usar os nossos materiais e tons", afirma a profissional. "Nenhum outro país tem as cores de pedras que o Brasil possui. São únicas."

O joalheiro Jack Vartanian também está sempre em busca do belo e exclusivo. "Às vezes, uso uma pedra mais comum, mas com uma tonalidade bem selecionada", diz. O conceito fica claro na coleção Brasil, com utilização de tons incomuns, como as turmalinas mescladas, "que normalmente não se encontram para comprar", diz Vartanian. "Algumas dessas pedras eu vinha colecionando e estavam comigo há mais de dez anos", explica.

O maior valor de uma joia está em sua construção, na combinação perfeita entre o design e a pedra, segundo a joalheira Yael Sonia. Nascida nos Estados Unidos e filha de pais franceses, ela passou parte da infância no Brasil e hoje se divide entre São Paulo e Nova York, e tem lojas nas duas cidades. Suas criações já foram usadas por celebridades como Olivia Wilde, Morena Baccarin e Scarlett Johansson. "Meu trabalho cresceu e ganhou outra dimensão quando entendi que podia criar usando essa paleta maravilhosa de pedras brasileiras", afirma. "Gosto de combinações: uso muito da família quartzo, ali há todas as cores."

Variedade? Aqui temos!  
Entre as pedras encontradas em solo brasileiro, em especial na Província Pegmatítica Oriental, que abrange o nordeste de Minas Gerais, o sul da Bahia e o oeste do Espírito Santo, destacam-se a água-marinha, turmalinas e topázios comuns, ametista, citrino e alexandrita.

Há ainda o topázio imperial que, em escala comercial, só é produzido no Brasil, na região de Ouro Preto (MG). "É uma pedra alaranjada, mais avermelhada: quanto mais vermelho o tom, mais valiosa, pois tem mais cromo", explica o pesquisador do Cetem. O topázio imperial não é tão caro quanto a turmalina paraíba, mas também atinge um alto valor de mercado, o quilate vale 3 mil dólares (quase R$ 10 mil) 

E os preços?
Para se determinar o preço de uma pedra, considera-se a cor, a pureza, o peso e a lapidação --o único valor que o homem acrescenta. "O peso entra porque uma pedra de dois quilates vale mais do que duas de um quilate: é muito mais raro achar uma maior sem defeito do que duas menores", destaca Jurgen.

A variação de preço entre pedras diferentes segue outros quesitos: a raridade, a durabilidade e a beleza. "Precisa ser brilhante, ter uma cor encantadora e ser pura, não ter nada que se possa ver dentro dela", afirma o pesquisador.

Por todos esses critérios, o diamante colorido, chamado de "fantasia", ainda está no topo na escala de pedras preciosas, seguido por rubi, safira e esmeralda. Dessas, o Brasil só não produz rubi e safira. “Já fomos os maiores produtores do mundo de diamante e hoje estamos entre os três maiores produtores de esmeralda, junto com Colômbia e Zâmbia”, diz Jurgen.

 

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