Acessórios e sapatos

Folheados a ouro de seis marcas apresentam substância cancerígena em teste

Getty Images
Imagem: Getty Images

Do UOL

18/04/2017 08h43

Teste da Proteste revelaram que muitos acessórios folheados a ouro disponíveis no mercado podem fazer mal à saúde de seus consumidores. Segundo a entidade, para avaliar a qualidade destes produtos, foram escolhidas peças, principalmente anéis, das marcas Morana, Rommanel, MyGloss, Naka, 18K, Gaya, Plínio Joias, Osher King Box e Shalom Joias.

Das nove folheadas que passaram por avaliação, seis possuem substância tóxica em sua composição e uma não pode ser classificada como folheado.

Produtos das marcas Rommanel, Naka, Gaya, Osher King Box e Shalom Joias apresentaram cádmio – de uso proibido determinado pelo Inmetro em janeiro de 2016 por gerar disfunções renais, além de ser agente cancerígeno -, uma substância tóxica que pode prejudicar a saúde de quem usa a peça, além de possuir elevada persistência ambiental. A marca MyGloss possui o elemento presente em seu substrato.

Os limites para a presença de cádmio nas joias folheadas ainda está em período de adaptação e, após este teste, a entidade pede seja antecipado o prazo para que as novas regras entrem em vigor.

Mas é folheado mesmo?

De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para um produto ser considerado folheado, ele precisa ter, pelo menos, dois milésimos de ouro fino em sua massa total.

Quanto mais grossa a camada é, mais o usuário fica protegido do cádmio. A Rommanel se destacou neste item, com 6,2 mícrons. As peças da Plínio Joias e 18k tinham 0,2, Morana estava com 0,5 e MyGloss tinha 0,7.

O que dizem as empresas

Procuradas pela reportagem, somente Morana, Rommanel e MyGloss se manifestaram sobre as conclusões dos testes da entidade.

"Conforme constatado no teste realizado pelo Proteste, o Grupo Ornatus, franqueadora da rede de acessórios Morana, reforça que as peças da marca não contêm Cádmio.
A Morana revolucionou o conceito de varejo de bijuterias ao lançar peças com aparência de joia e com a qualidade de uma peça folheada. Entendendo o quanto isso é importante para as consumidoras da marca, há uma grande preocupação da empresa em oferecer acessórios livres de qualquer substância que possa causar danos à saúde.
Por esse motivo, os produtos, em sua maioria importados da Coreia do Sul, são adquiridos apenas mediante a comprovação do certificado que garante a idoneidade da matéria prima, como pode ser constatado no anexo.
Dessa maneira, a Morana já segue as normas da Portaria n.º 43, de 22 de janeiro de 2016, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – INMETRO –, que estabelece essa restrição.

Atenciosamente,
Grupo Ornatus"

 

***

A Rommanel é uma fabricante brasileira com mais de 30 anos de atuação no mercado de joias folheadas a ouro e rhodium, e segue a legislação brasileira, que atualmente (2017) não proíbe a utilização de cádmio na produção de peças folheadas a ouro. A empresa está ciente que a atual legislação está passando por uma atualização que irá proibir a utilização do cádmio na produção de joias folheadas, a partir de janeiro de 2019. Diante disso, a Rommanel já tem adaptado sua equipe e produção para este novo formato, fazendo com que as peças sejam produzidas sem a presença deste componente químico.
De qualquer forma, a Rommanel pode afirmar que a presença de cádmio nas peças é mínima diante a quantidade de ouro manuseado durante a produção de cada linha e destaca que não utiliza níquel em sua produção, metal que em contato com a pele causa diversas dermatites alérgicas.
Controlamos há mais de 30 anos todos os materiais utilizados em nossa produção e estendemos nosso cuidado não apenas aos produtos, mas principalmente às pessoas que trabalham diretamente conosco. Sempre cumprimos os limites determinados e regulamentados pela lei de produção para joias folheadas e nos mantemos como pioneiros em novas tecnologias e melhorias em diferentes frentes de trabalho que englobam o setor.
A empresa faz avaliações frequentes em sua fábrica para que cada peça passe por diferentes medições e reafirma que seu produto não é prejudicial à saúde. Inclusive, a Rommanel contesta este teste e informa que já está providenciando novas análises que sejam realmente condizentes com a legislação e com os reais números em quantidade de ouro e de elementos químicos por produto. 
Nos colocamos à disposição para qualquer contraprova e visita à nossa indústria, para um mais aprofundado conhecimento do processo aplicado em nossa fabrica. 

***

A MyGloss preza pela qualidade de seus produtos e todos possuem certificado de procedência. Prezamos pelo bem estar de nossas consumidoras, e as deixamos seguras de que nossas peças não oferecem risco, pois, para que haja algum contato da pessoa com o metal, seria necessário que todo revestimento de ouro da peça fosse retirado. Estamos levantando junto à Proteste quais foram os materiais analisados para que possamos entender a metodologia da análise e continuar garantindo a segurança de nossos consumidores.

****

“Gostaria de informar que a Shalom Joias (Rio de Janeiro) é uma empresa com 50 anos de mercado com um excelente histórico e uma grande preocupação com a qualidade de nossos produtos, seja Relógios, Prata (teor 0925), Ouro 18k ou ainda Semijoias banhadas. Temos como parceiros somente grandes empresas que tem histórico de pelo menos 25 anos de existência  no mercado e comprometimento com as empresas, que revendem seus produtos ( como nós), e consequentemente com o público em geral.
Gostaria de mencionar que nossos advogados já estão orientados a solicitar que uma empresa com o mesmo nome situada em São Paulo e outra em outro município do Rio de Janeiro, retirem o nome que temos patenteado de longa data e devidamente renovada.
Sendo assim, seria prudente vocês consultarem a origem da empresa a que se refere para evitar assim danos e problemas futuros.
Att,
Ricardo Gotlib”

Consultada, a Proteste respondeu:

Verificamos a nota fiscal de compra das amostras e constatamos que de fato testamos os modelos da Shalom Jóias (CNPJ 42.582.478/0001-17). As amostras foram compradas na Rua da Alfandega, 285.

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