SPFW

Na SPFW, Emicida é a "nova Gisele" e dá recado: "Beleza está no dia a dia"

Daniela Carasco

Do UOL, em São Paulo

29/08/2017 22h14

É do lado de um altar improvisado dentro do backstage que Emicida "dá a letra" de seu terceiro desfile na SPFW. As flores e velas são em homenagem ao sambista Wilson das Neves, que morreu na última semana e foi uma das estrelas do último desfile da Laboratório Fantasma. "Estou tranquilíssimo", diz o rapper depois de se abençoar diante da vela acesa, minutos antes da apresentação. "Não crio expectativas, deixo sempre fluir".

Ele o irmão Fióti têm traduzido com muita maestria os versos de suas músicas em roupas que já viraram desejo absoluto entre os fashionistas. "Tem sido uma verdadeira experiência de vida", revela. "Essa coisa de beleza, elegância e estilo já está na essência do hip-hop".

O sucesso ainda surpreende. A dupla foi a única que conseguiu substituir à altura a presença do furacão Gisele Bündchen, única até então capaz de lotar a Bienal e causar empurra-empurra na porta da sala de desfile. Diante da comparação, Emicida paralisa: "Sério mesmo? Daora. O que queremos mostrar aqui é que a beleza está no dia a dia".

A diferença está no público. Nos corredores, o que se viu foi uma profusão de fashionistas fora do padrão – negros, gordos, gays. Um cenário reproduzido também na passarela da LAB, com um casting mais uma vez diverso.  Entre os destaques estavam as cantoras IZA e MC Carol, ovacionada pelo público. Ao som de uma batalha de MCs, a coleção Avuá, com muito moletom, estampas de pássaro e pegada street, foi apresentada e aplaudida de pé.

"Acho bom quando nos comparam ao Kanye West e ao Pharrel. Só que eu diria que vencer no Hemisfério Norte é fácil. No Brasil, o bagulho é louco. Aqui, o filho chora e a mãe não vê", diz, orgulhoso do sucesso já conquistado na moda em tão pouco tempo. "No primeiro desfile, disse que faria uma revolução silenciosa. Acho que ainda estou. Mas diante de tanto burburinho, diria que estamos fazendo uma revolução 'cochichada'".

Segundo ele, seu papel em uma semana de moda é abrir espaço para quem está de fora poder entrar. "É como se fosse uma corrida onde você passa o bastão. É dizer para a rapaziada da quebrada, para os pretos, gays e pras minas: voa alto, você pode. A gente tem tradição de escola de samba, colocamos nossa vida nas fantasias, no caso aqui são as roupas, e damos show". 

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