Estilo de vida

Consumo baixo e aluguéis altos fecham 300 restaurantes em Buenos Aires

Marcia Carmo

De Buenos Aires para a BBC Brasil

Trezentos restaurantes fecharam as portas em Buenos Aires nos últimos cinco meses, segundo dados da Associação de Hotéis, Restaurantes, Confeitarias e Cafés (Ahrcc), que reúne as empresas do setor da capital da Argentina.

Entre os motivos que levaram a este quadro estão, segundo a Ahrcc, a queda de cerca de 20% neste período da arrecadação dos restaurantes, diante da menor quantidade de consumidores, e o aumento no preço dos aluguéis no fim de 2008.

Segundo assessores da associação, a crise afetou restaurantes em diferentes bairros, como Palermo Hoollywood e San Telmo, muito frequentados por turistas.

"Registramos queda na arrecadação e altas impressionantes nos preços dos aluguéis", disse o presidente da entidade, Luis María Peña. "Quem não conseguiu renegociar contrato acabou tendo que fechar."

Os aluguéis de restaurantes, dependendo do bairro, podem variar entre US$ 15 mil e US$ 35 mil. Em alguns casos, como o tradicional Café Posadas, no bairro turístico da Recoleta, o ponto foi substituído por uma boutique de roupas de couro.

Como o café se mudou para um bairro mais distante do centro, alguns dos seus garçons optaram por virar taxistas.
Cardápio mais caro
Entre os motivos que levaram os argentinos a sair menos para comer estão a alta dos preços nos cardápios, em torno de 30% tanto em restaurantes como nas "parrillas" (churrascarias típicas), de acordo com levantamento da Sel Consultores.

Segundo analistas econômicos, a Argentina está "longe", como disse o economista Fausto Spotorno, de reviver a histórica crise de 2001.

No entanto, os argentinos preferem evitar gastos em um momento de temor com a alta do desemprego, seja por questões internas ou pelo efeito da crise internacional.

De acordo com dados oficiais, a cidade de Buenos Aires possui cerca de 9 mil restaurantes, pizzarias e bares que geram 120 mil empregos.

Estima-se que pelo menos 2 mil restaurantes e cafés foram abertos na cidade durante o período de expansão econômica entre 2002 e 2008, mas o quadro passou a mudar depois da disputa entre o governo central e os ruralistas.

Durante os mais de 100 dias de protestos em 2008, o dólar subiu e muitos argentinos voltaram a poupar mais intensamente, temendo o retorno de uma crise mais grave.

Uma pesquisa da Universidade Torcuato Di Tella, divulgada na terça-feira, revelou que o índice de confiança dos consumidores argentinos na economia registrou, nos primeiros dias de fevereiro, queda de 28,3% frente ao mesmo mês do ano passado.

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