Estilo de vida

Restaurantes chineses servem banquetes de ratos após enchentes

Da Ansa, em Pequim

16/07/2007 09h18

Os ratos em fuga da China central, atingida por fortes enchentes nas últimas semanas, estão sendo capturados e vendidos por preços altos para restaurantes das províncias do sul do país e, em alguns restaurantes de Guangzou (Cantão), são oferecidos "banquetes de ratos" por 136 yuan (cerca de 13 euros), segundo informações da imprensa chinesa.

As autoridades chinesas calcularam que, apenas na semana passada, cerca de dois bilhões de ratos fugiram das regiões alagadas (além das mais de três milhões de pessoas).

A agência China News Service cita um dono de restaurante de Guangzou (Cantão), que afirma que os ratos estão proporcionando "ótimos negócios". "A população local é rica e adora as comidas exóticas", explicou o empresário. Os chineses do sul, especialmente da província de Guangdong, têm fama de comerem tudo o que se move.

"Os compradores nos ofereceram 6 yuan por um quilo de ratos, mas não nos disseram o que fariam", declarou ao jornal Notícias de Pequim um homem que vive nas áreas alagadas da província de Hunan, próxima ao lago de Dongting. "Se decidimos vender, não há problemas", acrescentou o homem. "Em uma noite podemos juntar 150 quilos de ratos". Nas zonas próximas ao lago, os roedores em fuga destruíram 1,6 milhões de hectares de cultivo nos últimos dias, segundo o governo de Hunan.

A Agência Xinhua afirmou que nas últimas duas semanas 2,3 milhões de roedores foram mortos na região, totalizando 90 toneladas. Os gostos culinários dos chineses do sul teriam contribuído indiretamente para aumentar a presença dos ratos no resto do país, segundo afirma um programa da televisão estatal Cctv. A forte demanda proveniente do sul do país teria provocado também uma escassez dos animais que se alimentam de ratos, como as serpentes e as corujas, também servidos pelos restaurantes.

Outros fatores que teriam levado a essa situação seriam os controles impostos nos últimos anos após as epidemias da Sars (cujo vírus foi encontrado na civeta, uma espécie de castor muito popular entre os cozinheiros chineses) e a gripe aviária, que levou ao abatimento de milhões de aves. Apesar da rigidez que se seguiu à explosão das epidemias, no sul da China existem ainda mercados que vendem civetas, gatos e castores vivos, enquanto alguns restaurantes oferecem pratos "clássicos", como patas de urso e de tigre.

O rato é servido tradicionalmente aos clientes de diversas formas, há opções com pato e nozes, cozido no licor, grelhados ou com pimenta preta. A sopa de rato, em que são utilizadas cebolas, cogumelos e pimenta verde, apresenta uma sabor "surpreendentemente doce", segundo os especialistas e é um prato muito popular em Guangdong. (ANSA)

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