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"Só queremos justiça", diz irmã de adolescente morta por asfixia em escola

Reprodução/Facebook
Marta foi asfixiada dentro da sala de aula Imagem: Reprodução/Facebook

Thamires Andrade

Do UOL

10/03/2017 18h37

O caso da adolescente Marta Avelhaneda Gonçalves, 14, chocou a semana. Ela foi asfixiada na última quarta-feira (8) em um intervalo entre períodos de aula na escola estadual Luiz de Camões, em Cachoeirinha, na região Metropolitana de Porto Alegre. “Só queremos justiça”, fala a irmã da vítima, Jessica Avelhaneda Gonçalves, 22.

Marta se mudou para a cidade em dezembro de 2016 e, segundo a irmã, não conhecia ninguém. "Como as aulas não tinham começado, ela não tinha amigos na cidade. Vinha direto para minha casa aproveitar as férias e sair com os amigos da antiga escola", conta.

Na segunda-feira (6), Jessica conta que a irmã levou os papéis para a escola e até chegou a ficar na aula, mas foi na terça-feira (7) efetivamente seu primeiro dia. "Essa brutalidade já aconteceu na quarta-feira (8)! Ela não reclamou de nada na escola e de ninguém, nem tinha como tirar conclusões em dois dias de aula", fala.

O que Jessica sabe sobre o que aconteceu dentro da sala de aula nesse dia é com base nos depoimentos que já foram colhidos até agora pela polícia. "A briga teria acontecido e não tinha nenhum professor na sala. Três meninas, duas de 12 anos e uma de 13 anos, teriam entrado em confronto com ela. Quando alguém chegou, a Marta já estava desmaiada e o funcionário da escola foi buscar ajuda em um posto de saúde ao lado, mas o funcionário não conseguiu reanimá-la", fala.

A suspeita da irmã da vítima é que a briga tenha sido motivada por ciúme. “A Marta era uma guria bonita, alta, chamava atenção e acho que ela pode ter despertado atenção dos guris. As meninas podem ter falado coisinhas para ela e a Marta obviamente não aceitou. Não tem outra explicação. Não dá para fazer inimizade de um dia para o outro”, fala.

Agora, a família de Marta só pensa em justiça pela brutalidade que aconteceu com a adolescente. “Já buscamos um advogado criminalista e nós queremos que alguém pague por isso. Nem sei o nome dessas meninas. Não quero saber onde moram, idade, só quero que paguem, pois tiraram uma vida”, diz.

Jessica também quer que a escola se responsabilize pelo que aconteceu. "Você larga sua filha na escola para estudar e não para acontecer algo assim. Eles têm que ser responsabilizados. Na segunda-feira (13), faremos um protesto lá na frente", conta.

Laudo contradisse depoimentos

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Leonel Baldasso, da 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, o laudo feito pelo DML (Departamento Médico Legal) contradisse o depoimento das três garotas envolvidas no caso. "Elas disseram que a vítima tinha caído no chão, mas o laudo não mostrou nada disso. Ela foi morta por asfixia com uso de muita força, como uma gravata, que chegou a romper músculos", explica.

Essa contradição no depoimento levou o delegado a convocar uma acareação para essa sexta-feira (10) com as três alunas e outras testemunhas, como diretores e funcionários da escola. "Pelo biótipo das meninas, não descartamos a participação de um homem nessa ocorrência", disse. Até o fechamento dessa reportagem, Baldasso não tinha terminado a acareação.

Se for confirmado que uma das menores matou a adolescente, o delegado explicou que ela será responsabilizada por homicídio. “Por ser menor de idade, ela não responde por crime, mas sim, por ato infracional, e a internação máxima é de três anos”, explica.

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