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Liderança feminina: Mulheres já criam mais negócios do que homens no país

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As mulheres estão à frente na criação de novos negócios Imagem: Getty Images

do UOL, em São Paulo

08/08/2017 09h33

A liderança é delas!
 

As mulheres já empreendem mais do que os homens, de acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2016, feita pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa e o IBPQ (Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade). 15,4% das mulheres brasileiras criaram novos negócios, de até três anos e meio, enquanto 12,6% dos homens fizeram o mesmo.

Apesar de não terem presença predominante no número de negócios já estabelecidos no país — 14,3% das brasileiras estão à frente de uma empresa com mais de três anos e meio, contra 19,6% dos homens — elas foram as maiores responsáveis pela criação de novas oportunidades em 2016. As mulheres também atribuem mais seus novos negócios à necessidade do que os homens — 48% delas afirmaram ter criado um novo negócio porque precisavam, enquanto 37% dos homens deram a mesma explicação.

É preciso mais investimento nelas

E elas também ainda encontram obstáculos para manter seus projetos funcionando. "Tal fenômeno pode estar associado a condições como preconceito de gênero, menor credibilidade pelo fato de o mundo dos negócios ser mais tradicionalmente associado a homens, maior dificuldade de financiamento e dificuldade para conciliar demandas da família e do empreendimento. Essa situação aponta para a necessidade de maiores investimentos para dar suporte", aponta o relatório do Sebrae.

As áreas de atuação das mulheres também ainda são mais restritas do que as dos homens. Em 2016, enquanto 49% das empreendedoras que estavam começando novos negócios se concentravam em quatro atividades, em média, 50% dos homens na mesma situação já apostavam em nove tipos de atividades.

E quais setores são estes em que elas investem? Serviços domésticos (13,5%), beleza (12,6%), vestuário e acessórios (12,3%), bufê (10,3%). Já os homens ocupam quase todos estes setores — exceto o de serviços domésticos —, mas também os de construção (14,8%), restaurantes (7,7%), manutenção de veículos (7,4%), comércio de hortifruti (3,2%), serviços pessoais (2,8%) e comércio de cosméticos (2,4%). 

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