Estilo de vida

A semana: #MeuMotoristaAbusador, robô feminista e cinema feito por mulheres

Natacha Cortêz

Do UOL

01/09/2017 17h37

Saiba quais foram os acontecimentos, pessoas e iniciativas que fizeram barulho esta semana, impactando diretamente a vida e o olhar das mulheres.

#MeuMotoristaAbusador

A hashtag que tomou as redes sociais nos últimos dias, #MeuMotoristaAbusador, foi uma reação a um conhecido pavor feminino: ser molestada em meios de transporte. Na segunda-feira, 28, acordamos com a escritora e ativista feminista Clara Averbuck denunciando em seu Facebook o estupro que sofreu de um motorista da Uber. "Fui violada porque sou mulher, estava vulnerável e mesmo que não estivesse poderia ter acontecido", escreveu. 

Reprodução Instagram
A escritora e ativista feminista Clara Averbuck Imagem: Reprodução Instagram

"Entendo que não houve constrangimento"

Ainda chocados com o terror vivido por Clara, tivemos que lidar com outro crime tão violento quanto. Um homem ejaculou no pescoço de uma passageira em um ônibus que circulava pela avenida Paulista, na tarde de terça, 29. Ele foi detido, mas foi liberado menos de 24 horas depois. Acredite: li-be-ra-do. A justificativa do juiz José Eugênio Souza Neto foi estarrecedora. "Caso de ejaculação em ônibus não configura estupro. Entendo que não houve constrangimento", afirmou o juiz em sua sentença. O mais alarmante é que esse mesmo agressor responde a outros processos do tipo na Justiça: ao todo são 16 acusações de abuso sexual em transportes públicos.

Reprodução
Cartazes da campanha #meucorponãoépúblico Imagem: Reprodução

Machistas não passarão!

Mas os tempos são de luta e as mulheres estão cansadas de se calar. A hashtag #MeuMotoristaAbusador foi criada pela própria Clara Averbuck e encorajou outras vítimas a compartilharem suas histórias de assédio com motoristas. Já o grupo de publicitárias "Mad Women" criou uma campanha para protestar a decisão do juiz José Eugênio. O projeto #MeuCorpoNãoÉPúblico traz pôsteres com frases de indignação produzidos pelo coletivo, que viralizaram nas redes. Eles foram divulgados pelas criadoras com o intuito de não só se espalharem nos espaços digitais, mas para ganharem as ruas.

Moda (diversa) em pauta

Na edição N44 da São Paulo Fashion Week, a provocação ficou por conta dos castings plurais. Foi o caso dos desfiles de Gloria Coelho, Ronaldo Fraga e da LAB, de Emicida e Fioti. Além de modelos, as girfes levaram para as passarelas gente como a gente. Ou seja: teve gordo, negro, baixo, deficiente e pessoas mais velhas. Destaque para Fluvia Lacerda, de maiô anos 20, na estreia da moda praia de Ronaldo Fraga.

Rafael Borges/UOL
Fluvia Lacerda desfila para Ronaldo Fraga Imagem: Rafael Borges/UOL

Moda (sustentável) em pauta

O Instituto Alinha, que trabalha pela melhoria das condições de trabalho e de vida dos costureiros, aproveitou a semana de moda para discutir a história por trás da roupa que a gente usa. “Na SPFW, em que as passarelas e as roupas apresentadas são o foco da atenção, queremos mostrar a realidade de quem está por trás da confecção de cada roupa. Nosso objetivo é questionar a moda. Quem conhece o costureiro? Quem são eles? Como trabalham?”, diz Dari Santos, uma das criadoras.

Gabriel Cabral/Folhapress
Imagem: Gabriel Cabral/Folhapress

Chama Beta no inbox

Primeira robô feminista do Facebook, a Beta foi programada para potencializar a luta pelos direitos das mulheres no Brasil. Como? Expondo todas as ameaças aos nossos direitos direto no seu inbox. Assim fica mais fácil de saber o que tá acontecendo no silêncio de Brasília. Os códigos da Beta servem para a gente fazer pressão política. Sua programação permite que a robô envie mensagens para as caixas de email dos políticos. “Quando eles colocarem em votação as pautas mais absurdas, eu te mando um inbox e te ajudo a fazer barulho onde precisa ser feito: nos ouvidos deles!” Falamos da Beta aqui.

Liberdade, liberdade

A juíza brasileira Kenarik Boujikian, punida por soltar 11 presos provisórios que cumpriam pena há mais tempo do que o fixado em suas sentenças, foi absolvida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que disse que o Tribunal de Justiça de São Paulo errou ao censurá-la. A decisão é tida como uma vitória para os movimentos sociais, especialmente o de mulheres, que reivindicou a independência judicial da juíza que condenou Roger Abdelmassih.

Marcelo Justo/Folhapress
Kenarik Boujikian Imagem: Marcelo Justo/Folhapress

Vagão para todxs

Decreto do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, liberou mulheres transgêneros em vagões exclusivamente femininos nos trens e metrôs do Estado. A decisão regulamenta a Lei Estadual 7.250, de 04 de abril de 2016, que dispõe desses espaços exclusivos, das 6h às 9h e das 17h às 20h, nos dias úteis.

Lugar de mulher é no cinema

Um filme que fala sobre machismos enraizados na nossa vida e considerados pequenos, como o dever da mãe em dar conta dos filhos e da rotina da casa sozinha. Desde sua primeira exibição em fevereiro, no Festival de Berlim, "Como Nossos Pais", da diretora Laís Bodanzky,é aposta de sucesso. O longa foi o grande vencedor do 45º Festival de Cinema de Gramado, no último domingo, 27. Além do prêmio de melhor filme, levou melhor diretora e melhor atriz, para Maria Ribeiro, a protagonista. Eis o cinema brasileiro olhando para suas mulheres.

Divulgação
Maria Ribeiro em cena de Como Nossos Pais Imagem: Divulgação

O legado de Diana

Há 20 anos, na madrugada de 31 de agosto de 97, Diana, na época com 36 anos, e seu namorado, Dodi Al Fayed, morreram ao bater o carro no túnel da ponte de l'Alma, junto ao rio Sena, em Paris. O motorista, Henri Paul, também não resistiu. O único sobrevivente foi o guarda-costas, protegido pelo cinto de segurança e airbag do veículo. Este especial, produzido pelo UOL, explica como a morte da princesa de Gales mudou a forma como a imprensa cobre celebridades. 

Gemma Levine/Getty Images
Princesa Diana Imagem: Gemma Levine/Getty Images

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