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Legado girl power: 6 lições deixadas por Kate Millett

AP Photo/Ron Frehm
Kate Millett, em foto de 1979 Imagem: AP Photo/Ron Frehm

do UOL, em São Paulo

08/09/2017 04h00

A morte de Kate Millett, 82, autora do livro “Política Sexual”, chamado de “bíblia da liberação das mulheres”, causou comoção mundial, nesta quarta (6). Considerada uma das norte-americanas mais influentes do século 20, ela carrega um currículo extenso: ativista feminista, artista visual, professora e defensora dos direitos humanos.

Revolucionária desde os anos 60, Millett foi capaz de deixar um legado girl power tão grande e importante quanto a sua lista de atuação. Aqui, reunimos 6 lições deixadas por ela.

1. Escreveu o livro “Política Sexual”

Lançado em 1968, ele faz um panorama histórico de séculos de exclusão das mulheres do ponto de vista político e cultural. A publicação foi sua tese de doutorado da Universidade de Columbia e acabou virando um manifesto do movimento feminista. Entre as partes mais polêmicas da obra estão as visões machistas presentes na Bíblia e a problematização das teorias de Freud, psicanalista que acreditava que a mulher, uma “criatura mutilada”, tem “inveja do pênis” e só a compensaria após dar à luz um filho. Segundo Kate, essa teoria expõe um caso flagrante de egocentrismo masculino.

2. Lutou pelo empoderamento feminino

“É interessante ver que muitas mulheres não se reconhecem como discriminadas. Não foi encontrada melhor prova da totalidade de seu condicionamento.”

3. Também defendeu o amor sem amarras

“O amor é simplesmente para permitir o outro a ser, viver, crescer, expandir e se tornar. Uma apreciação que não exige e nem espera nada em troca.”

4. Criticou o patriarcado

“O patriarcado é uma ideologia dominante sem comparação; é provável que nunca nenhum outro sistema tenha exercido um controle tão completo sobre seus sujeitos. (...) Ele se apoia em princípios fundamentais de que o macho tem que dominar a fêmea.” Por isso, lutou pela libertação feminina.

5. Atacou os estereótipos de gênero

“As diferenças intelectuais entre o homem e a mulher são apenas consequências naturais das diferenças na educação e condicionamento e não implicam qualquer desigualdade fundamental e ainda menos uma inferioridade notória baseada na natureza”, escreveu em sua publicação.

6. Se posicionou contra a imposição da maternidade

“Um dos mitos favoritos da mentalidade conservadora consiste precisamente na ideia de que toda mulher é uma mãe em potencial.”

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