Sexo

Fobias sexuais: medo de pênis, de fluidos corporais e até da nudez

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Fobias podem atrapalhar relacionamentos e autoestima Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração com o UOL

18/09/2017 04h00

Fobia é um medo irracional e persistente, capaz de levar a pessoa que o sente a um nível altíssimo de ansiedade e sofrimento. É algo até que comum, que nos leva a evitar baratas, alturas elevadas ou mergulhar no mar. Mas merece atenção quando causa alguns entraves em determinadas situações da vida.

As fobias sexuais, principalmente, devem ser levadas a sério: na maioria das vezes impedem as pessoas de manter relacionamentos saudáveis e até de ter uma visão positiva sobre o próprio corpo. Cada caso é único e requer tratamento adequado - em geral à base de terapia e medicamentos -, mas, via de regra, fatores inconscientes vindo de uma educação repressora, situações de abuso e autoimagem distorcida desenvolvida na infância estão por trás dessas fobias.

Conheça um pouco das principais fobias sexuais:

Falofobia

Como o próprio nome sugere, trata-se do medo do pênis. Tanto os homens como as mulheres podem ter essa fobia. No caso dos homens, a fobia é ter uma ereção e, no caso das mulheres, é tocar ou ver um pênis. Dependendo do grau da fobia, ela pode impossibilitar o ato sexual.

Medomalacufobia

É a fobia à possibilidade de ser incapaz de manter o pênis ereto. Os homens são muito cobrados em relação à duração e qualidade da ereção - diante desse estresse, muitos preferem não ter qualquer contato sexual para evitar uma possível brochada.

Colpofobia

Medo dos genitais, especialmente dos femininos. Segundo especialistas, uma das fobias sexuais clássicas é a relacionada à “vagina dentada”. Ou seja, simbolicamente o homem veria a vagina da mulher como um lugar muito perigoso, capaz de machucar e destruir o pênis. Surge em homens que, embora tendo boa ereção, brocham quando se aproximam fisicamente de uma mulher e no momento da penetração. Ou ainda ejaculam prematuramente. É um mecanismo de defesa, para não colocar o pênis em perigo.

Vaginismo

A mulher que sofre de vaginismo contrai involuntariamente os músculos da vagina, dificultando a penetração. É um problema inconsciente, mais comum do que se imagina, que dificulta as relações sexuais. Quem sofre, imagina o pênis como um instrumento capaz de machucá-la e destruí-la e encara o homem como alguém capaz de dominá-la tão completamente que ela deixaria de existir. Daí a defesa. Em alguns casos mais intensos, a fobia impede até o uso de absorventes internos e consultas ginecológicas.

Misofobia

Consiste no medo patológico da sujeira e da contaminação com germes, o que acaba se refletindo na vida sexual e causando vários transtornos. É o caso, por exemplo, de quem mal termina a transa e já vai correndo para o banheiro se lavar, como se quisesse passar por um ritual de "purificação". Também inclui o nojo (que nada mais é do que uma manifestação do medo) do contato com fluidos corporais.

Gimnofobia

Repúdio à nudez, de forma geral. Desde ficar pelado(a) na frente dos outros, até ver alguém sem roupa. Muitas pessoas que sofrem de gimnofobia ainda idealizam um corpo perfeito que só existe no plano da fantasia, o que causa um bloqueio no momento de intimidade com o par.

Aversão sexual

Num primeiro nível, é o medo de falar sobre sexo, possivelmente causado por uma educação repressiva na qual o tema era considerado algo ruim, sujo ou um tabu. Em situações extremas, há um bloqueio total diante de situações eróticas, o que impede a pessoa não só de conversar a respeito como de trocar beijos, carícias e de praticar sexo. É uma rejeição extrema que beira a repulsa.

FONTES: Carlos Eduardo Carrion, psiquiatra especializado em sexualidade, de Porto Alegre (RS), e Roberto Rosas Fernandes, psicólogo, analista junguiano pela SBPA (Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica) e pós-doutorando em psicologia clínica pela USP (Universidade de São Paulo)
 

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