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Rihanna comemora permissão para que mulheres dirijam na Arábia Saudita

Chris J Ratcliffe/AFP
Imagem: Chris J Ratcliffe/AFP

Do UOL

27/09/2017 11h27

Após um decreto do rei Salman, as mulheres da Arábia Saudita finalmente poderão dirigir - era o único país do mundo em que ainda havia essa restrição. E não foram só as sauditas que celebraram a novidade.

Uma das principais artistas pop da atualidade e declaradamente feminista, Rihanna foi à sua conta no Instagram para festejar a iniciativa com um simpático desenho:

"Adoro ver progresso. Mulheres agora podem dirigir na Arábia Saudita", disse.

 

love to see progression. women will now be able to drive in Saudi Arabia ??

Uma publicação compartilhada por badgalriri (@badgalriri)

 

em

 

Campanha crescente

Nos últimos dias, diversas mulheres lançaram uma campanha na internet, onde publicaram imagens dirigindo o próprio veículo. A medida foi aprovada uma semana depois de um vídeo, que mostra o clérigo saudita Sheikh Saad Al-Hijri declarando que as mulheres "não merecem dirigir porque só têm um quarto de cérebro", viralizar nas redes sociais.   

A hashtag árabe com a frase dita pelo clérigo foi usada 119 mil vezes em 24 horas. A fatwa polêmica foi feita durante uma palestra sobre "os males das mulheres dirigindo. As declarações provocaram reações enfurecidas de mulheres, principalmente de países árabes onde a lei já permite que elas possam dirigir,

O país é considerado um dos mais conservadores, sobretudo em relação às mulheres. Por lá, elas são submetidas à tutela dos membros masculinos da família - pai, marido ou irmão - para poderem estudar ou viajar.

Além disso, as mulheres também são proibidas de frequentarem estádios por causa da aplicação da regra de separação entre os sexos nos espaços públicos. No entanto, na última semana, o país autorizou, pela primeira vez, que elas fossem a um estádio para um espetáculo musical. A concessão foi pontual. Por causa de diversas críticas internacionais, o reino parece estar tentando suavizar algumas restrições.

Em julho deste ano, ativistas dos direitos humanos comemoraram a decisão do Ministério da Educação de permitir que as garotas pratiquem esportes nas escolas públicas.

(Com Ansa)

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