Estilo de vida

Enfermeira tratou seus próprios ferimentos durante ataque em Las Vegas

Salwan Georges/The Washington Post
A enfermeira Natalie Vanderstay Imagem: Salwan Georges/The Washington Post

Do UOL, em São Paulo

05/10/2017 20h46

Como enfermeira do centro médico da UCLA, em Los Angeles, Natalie Vanderstay, 43, está acostumada a cuidar dos mais variados ferimentos em seus pacientes. No último domingo (1º), durante o ataque terrorista que deixou 59 mortos e mais de 480 feridos em Las Vegas, ela teve que cuidar de si mesma.

Em entrevista ao Washington Post, a enfermeira contou que estava perto do local do show quando Stephen Paddock começou a atirar na multidão. Ela relata que, no início, as pessoas pensaram que os sons vinham dos fogos de artifício. "Então, os gritos começaram", lembra. "Eu simplesmente me joguei no chão e fiquei ali, porque nesse momento não sabia quantos atiradores eram. Eu não queria me mexer".

Então eu olhei e havia sangue por todo lado"

À medida que as pessoas passavam por ela para tentar escapar da loucura, ela olhou para baixo e viu sangue, então percebeu que sua perna parecia "aberta". Neste momento, uma bala atingiu seu peito. "Doeu tanto. Parecia uma bola de beisebol com uma força enorme atravessando meu estômago", conta. 

"Ok", ela se lembra de pensar. "Eu não posso ficar aqui, senão eu vou morrer ou ficar sangrando". Ela se lembrou de seu treinamento médico, tirou a camisa e enrolou no ferimento de sua perna. Então ela levantou e foi mexendo uma perna de cada vez para sair da multidão, mas tinha que se abaixar novamente a cada rajada de tiros. 

Salwan Georges/The Washington Post
"Eu não posso ficar aqui, senão eu vou morrer ou ficar sangrando", lembra Natalie Imagem: Salwan Georges/The Washington Post

Ela foi em direção a uma área cercada para se proteger e, mesmo quando as luzes das ambulâncias começaram a aparecer, disparos ocasionais ainda eram ouvidos. "Então, apenas parou", disse ela. 

A enfermeira conseguiu alcançar a rua e fez sinal para um táxi, que parou mesmo já tendo outros três passageiros no banco de trás. Ao invés de levá-la ao hospital mais próximo, o motorista insistiu em levá-la ao University Medical Center - único centro de traumas Level One de Nevada, ou seja, mais preparado para atender esse tipo de vítima. 

Com a orientação de Natalie, os outros passageiros, que não estavam feridos, ajudaram a tratá-la. "Eles continuaram pressionando minha ferida e chamaram meus amigos e familiares", conta. Provavelmente, os cuidados que ela recebeu nesses cinco minutos salvaram sua vida. 

Salwan Georges/The Washington Post
Balão no quarto de hospital de Natalie Imagem: Salwan Georges/The Washington Post

Os médicos disseram que uma bala tinha se alojado em seu estômago e danificado seu cólon. Outra também atingiu sua perna de raspão. Enquanto se prepara para uma recuperação de um mês, e enfermeira espera fazer mais uma coisa em Las Vegas antes de voltar a Los Angeles: encontrar o motorista de táxi que salvou sua vida.

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