Comportamento

Mais escândalo sexual em Hollywood: James Toback é acusado por 38 mulheres

Getty Images para AFI
Vítimas dizem que Toback as constrangiam se masturbando na frente delas Imagem: Getty Images para AFI

Do UOL, em São Paulo

22/10/2017 14h15

Depois do produtor Harvey Weinstein, um diretor em Hollywood está sendo acusado por assédio sexual. Segundo reportagem deste domingo, 22, do jornal "Los Angeles Times", que ouviu 38 mulheres, James Toback, de "Tyson" (2008) e "O rei da Paquera" (1987), teria transformado possíveis reuniões de trabalho em encontros sexuais constrangedores, envolvendo  exibições de "masturbação e ejaculação" da parte dele.

De acordo com as vítimas ouvidas, o diretor norte-americano, de 72 anos, marcava reuniões, ou mesmo as abordava na rua, se apresentando como "o cara que dirigiu Robert Downey Jr. em três filmes". O ator, segundo Toback, era um amigo íntimo; ele teria o "inventado" inclusive. 

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Os relatos contam que durante os encontros do diretor com as vítimas, geralmente jovens atrizes que sonhavam em trabalhar na indústria do cinema, masturbação e linguagem obscena eram uma frequente. "Ele me disse que tudo que queria era se masturbar olhando para os meus olhos", contou Louise Post, guitarrista e vocalista da banda Veruca Salt, ao "Los Angeles Times". 

Karen Sklaire, atriz e professora de teatro em Nova York, cuja experiência com Toback, em 1997, terminou com o diretor "ejaculando na própria perna", disse ao jornal que os abusos dele apresentam "um fio comum entre muitas mulheres". "Depois que uma alega que foi abusada por ele, outra ganha coragem para contar sua história."

Questionado sobre as denúncias, Toback negou todas e disse que nunca encontrou nenhuma das mulheres ouvidas e, caso tenho feito, não teria sido por "mais de cinco minutos". 

O último filme do diretor, "The Private Life of a Modern Woman", estreou em setembro e traz no elenco Sienna Miller. Em 1991, ele foi nomeado ao Oscar por "Bugsy". 

O fim do "teste do sofá"?

Apesar das alegações de assédio sexual em Hollywood só crescerem, o momento é decisivo para que o cinema enfim acabe com tudo que implica o famoso "teste do sofá". "Esse é problema é predominante", conta Maria Giese, cineasta e ativista em Hollywood. "Para uma mulher jovem, sem conexões nem experiência, a contrapartida solicitada para avançar é muitas vezes a sexual, e isso acontece no setor que produz o produto de exportação cultural mais influente dos Estados Unidos."

Giese acredita que quando atrizes se voltam contra figurões da indústria, como é o caso de Harvey Weinstein e Toback, encorajam mais mulheres a revelar suas próprias histórias e forçar os homens que estão no poder a refletir sobre seu próprio comportamento.

E mais: a exposição de escândalos sexuais "devem aumentar a pressão sobre os estúdios para colocar mais mulheres em papéis de liderança e melhorar a paridade na contratação e na remuneração", aposta. 

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