Sexo

Existe ejaculação feminina? Novo livro discute fatos e mitos sobre a vagina

Getty Images/Vetta
Ejaculação feminina Imagem: Getty Images/Vetta

Marcos Candido

Do UOL, em São Paulo

23/10/2017 04h00

A ejaculação feminina, conhecida como squirting, existe há mais tempo do que sua imaginação pode calcular. Para ser mais exato: escritos sobre o fenômeno datam de mais de 2 mil anos, quando o filósofo Aristóteles ainda perambulava entre nós. Apesar disso, até hoje não há consenso científico sobre qual a composição do líquido que sai como um esguicho durante o orgasmo, ou mesmo o porquê de algumas mulheres terem a habilidade e outras não.

Livro discute tabus e mitos sobre a vagina

As educadoras sexuais norueguesas Nina Brochmann e Elle Støkken Dahl decidiram colocar sobre a mesa o corpo feminino e o sexo com o livro “Viva a vagina”, lançado no início de outubro no Brasil. “Nosso ponto forte é combinar conhecimento médico com um tom bem-humorado, sem julgar a mulher ou ser moralista demais”, conclui.

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Mas, afinal: o que é esta tal ejaculação feminina?

No livro, as autoras mostram que a ejaculação feminina pode ser, em boa parte, xixi. Mas, calma. Nem sempre é assim.

Divulgação
Imagem: Divulgação

Pesquisas mostram que, na maioria dos casos, a ejaculação feminina costuma ser gerada nas glândulas de Skene, localizada em uma das paredes da vagina, ali perto da parte inferior da uretra feminina. As glândulas funcionam de forma equivalente à próstata masculina e liberam uma secreção da uretra na hora do orgasmo. Há mulheres que a desenvolvem mais e outras menos, o que explica ser uma característica de poucas.

Em uma pesquisa realizada com sete mulheres em 2015 concluiu que além de fluidos vaginais, boa parte das análises captaram uma quantidade expressiva de xixi na ejaculação feminina. Apesar disso, um segundo grupo expeliu o líquido diretamente da bexiga, tornando-o mais transparente do que aquele gerado nas glândulas. As autoras: “o que importa é que a ejaculação é, com muitas mulheres, parte fundamental do orgasmo”.

Ainda não é fácil chegar a conclusões sobre o corpo feminino 

As autoras dizem que é complicado chegar a consensos sobre os tópicos do livro. “O corpo é feminino ou é muito sensualizado ou é visto como uma coisa cheia de tabus”. E acrescentam: “queríamos falar sobre a genitália feminina - e tudo que a envolve - como qualquer um pode falar sobre um cérebro, por exemplo”.

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