Estilo de vida

Ana Hickmann: "Não é certo ter que me provar dobrado só por ser mulher"

Karine Basílio/Divulgação
Ana Hickmann para a "Glamour" de novembro Imagem: Karine Basílio/Divulgação

do UOL, em São Paulo

31/10/2017 13h44

Modelo, apresentadora, empresária: Ana Hickmann conseguiu, ao longo de sua carreira, se tornar um "case" de mulher bem-sucedida em todo projeto em que embarca.

Comunicadora querida pelo público, ela também é hoje a celebridade brasileira que mais fatura com licenciamentos no país hoje; cerca de R$ 400 milhões por ano. Mas rejeita o rótulo de "supermulher", revelou à revista "Glamour" de novembro.

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"Aprendi a administrar o meu tempo porque é o único jeito de fazer o que quero, o que amo e o que preciso. Sou muito perfeccionista, me cobro muito", explicou. No entanto, Ana também demonstra ter um olho afiado para boas oportunidades. Ela contou à publicação que a carreira fashion não foi planejada.

"Sou a mais velha de cinco irmãos. Meu sonho não era a passarela, mas trabalhar para ter liberdade financeira e ajudar a minha mãe [a professora Reni], que deixou de pagar contas para arrumar o dinheiro da viagem, que seria de uma semana. No fim, liguei para ela e avisei que ficaria. Ela me perguntou como, se eu só tinha mais R$ 50. Meu primeiro contrato era de R$ 1 mil por mês, muito dinheiro para mim. Fiquei. Eu tinha quinze anos, mas já era extremamente madura. E alta".

Karine Basílio/Divulgação
Ana Hickmann na "Glamour" Imagem: Karine Basílio/Divulgação

Dali em diante, no entanto, os próximos passos foram bem planejados. "Quando virei modelo, entendi que não queria que acabassem com a minha carreira quando me dessem por velha. Aos 20 e poucos anos, você já escuta: “esse trabalho não vai rolar, ela é velha”. Por isso, planejei meu futuro, tracei metas, me agarrei às oportunidades. Tive sorte, mas trabalhei duro", afirmou.

Feminismo e política

Ana ainda contou à revista que sofreu com machismo ao longo da carreira. "Principalmente no meu começo como empresária. O mercado ainda é muito machista. Já tive que bater na mesa e dizer: “o nome é meu, o rosto é meu, ou vai ser do meu jeito ou não vai ser” para que entendessem o recado. Hoje, sou respeitada, mas não é certo ter que me provar dobrado só pelo fato de ser mulher, de ser modelo".

Karine Basílio/Divulgação
Ela é a estrela da capa da edição de novembro da revista Imagem: Karine Basílio/Divulgação

Ela ainda se disse feminista, mas não acredita em posições políticas radicais. "Sou a favor dos direitos iguais e luto por eles. Se o feminismo é isso, sim. Mas sou contra o radicalismo. Quando há radicalismo, vejo mulheres se tornando tão machistas quanto os homens. Na minha empresa, a maioria dos funcionários é mulher, não porque quero empregar mais mulheres, mas porque as mulheres que entrevistei tinham melhor qualificação".

Para a apresentadora, a sociedade brasileira tem perdido de vista suas prioridades. "Esse falso moralismo me assusta. Esse caso da exposição do MAM, em São Paulo [a performance em que um homem nu era tocado por crianças, em setembro passado], é um exemplo disso. Eu não levaria meu filho para aquela exposição, mas fechar o museu por isso? Chamar de pedofilia? Não concorde, mas respeite. Enquanto se discute isso, o Brasil afunda em corrupção, violência e desigualdade. As pessoas julgam demais".

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