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Brasileira bicampeã de pole dance conta como é a vida de cheerleader da NFL

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Imagem: Divulgação

Thais Carvalho Diniz

Do UOL, em São Paulo

08/12/2017 04h00

A brasiliense Vera Lucia, 25, faz parte do time de 30 cheerleaders do Miami Dolphins, tradicional equipe da maior liga de futebol americano do mundo, a NFL. Esta é a segunda temporada da animadora de torcida nos Estados Unidos. A vaga é concorridíssima e foi conquistada depois de uma série de audições feitas pelos Dolphins entre o Rio de Janeiro e a Flórida.

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Formada em educação física e bicampeã brasileira de pole dance (2015 e 2017), Vera tinha um estúdio da dança em Brasília e dava aulas. Tudo isso antes de abraçar o sonho de se mudar para outro país para encarar a missão de animar a torcida do Miami, que recebe uma média de 65 mil pessoas por partida no Hard Rock Stadium.

"Ser cheerleader da NFL é uma coisa de outro mundo! É surreal em todos os sentidos. Nunca na minha vida imaginei entrar em um estádio pelo gramado e animar uma torcida tão grande como essa. É uma energia incrível", contou em entrevista ao UOL. Aqui no Brasil, ela já tinha feito animação de torcida como hobby, no Tubarões do Cerrado, time de futebol americano da capital federal.

Nos Estados Unidos, as animadoras de torcida são supervalorizadas e seguem tradição desde a escola, faculdade, até times profissionais, como a brasileira. E no caso da NFL, um dos esportes mais adorados pelos americanos, ela diz que sente como se fosse um "amuleto da sorte".

"O futebol americano para eles é sagrado. Dá para comparar com a importância do futebol de campo no Brasil. Os jogos mais importantes geralmente são aos domingos, as famílias chegam cedo no estádio, fazem os tradicionais churrascos no estacionamento e assistem à partida. É bem interessante. E quando colocamos o uniforme de cheerleaders somos como um amuleto da sorte para os torcedores", explica.

Desafios do pompom

Em Miami, Vera divide um apartamento --pago pela equipe-- com duas argentinas. Para ela, que não falava nada de inglês quando chegou lá, a língua foi um dos maiores desafios, além, claro, de ficar longe da família.

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"Foi minha primeira vez morando fora e foi bem difícil, não apenas por sair de casa. Morar em um país totalmente diferente e com pessoas que você nunca viu na vida. Sofri muito no primeiro ano, outra língua, outros costumes. Esse ano estou mais tranquila, já não sou mais a novata."

Ela conta que em 2016 os familiares foram passar as festas de fim de ano com ela, mas em 2017 deve passar sozinha. "Quando penso que estou me acostumando, as datas especiais vão se aproximando e percebo que a saudade nunca passa."

Rotina de cheerleader

O time de 30 animadoras só dança nos jogos do Miami em casa e, por isso, elas são a "força extra" para a vitória. Um jogo de futebol americano dura, em média, três horas, mas as cheerleaders começam a festa cerca de 40 minutos antes. "Se a partida vai começar às 13h, temos que chegar ao estádio às 9h com cabelo e maquiagem feitos."

Para aguentar todo esse tempo, a última refeição acontece perto das 12h. "Geralmente levo minha comida: arroz e atum, porque me sustenta bem. Bebemos água durante o jogo, mas ficamos só com isso até acabar a partida."

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E nada de dieta. Vera diz que "malha para comer". A rotina de exercícios e compromissos com o time é intensa. Elas treinam três vezes por semana, quatro horas por dia, entre exercícios e coreografias. Além de semanalmente terem reuniões e palestras sobre nutrição e etiqueta em frente às câmeras.

"Tenho contrato de exclusividade e temos que pedir permissão para fazer outras coisas, mas eles liberam. Já fiz trabalhos como modelo."

Como o Miami Dolphins tem poucas chances de se classificar para os playoffs, fase decisiva da NFL, Vera tem apenas mais dois jogos para trabalhar nesta temporada. 
 
"Nós, estrangeiras, podemos permanecer por quatro anos no país com o visto de trabalho, mas ainda não sei quanto tempo vou ficar."
 

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