Comportamento

5 perguntas para fazer antes de decidir morar com alguém

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Antes de juntar as escovas de dente, que tal fazer algumas perguntas que podem evitar chatices depois? Imagem: Getty Images

Carolina Prado e Letícia Rós

Colaboração para o UOL

22/01/2018 04h00

No tempo do namoro, é cada um na sua casa, e você não convive com as manias do outro em tempo integral. Mas, quando o casal decide morar junto, incômodos que pareciam sem importância, no início, começam a pesar no cotidiano: um ronco mais alto, meias jogadas na sala, roupas sujas fora do cesto...

É quando, normalmente, a gente se questiona: por que não percebi isso antes? Às vezes, um diálogo mais realista evitaria algumas surpresas. Perguntamos a cinco pessoas, o que elas perguntariam ao par antes de juntarem as escovas de dentes.

Veja também:

1 - Como vamos dividir as tarefas domésticas?

“Moramos juntos há três anos e minha surpresa foi descobrir que ele não tem rotina de limpeza. Se tivesse imaginado a situação, teria perguntado antes como poderíamos dividir as tarefas domésticas, para a casa se manter limpa, ou teria, logo de cara, estabelecido que queria ter uma faxineira regularmente. Demorei para perceber que tinha de ficar falando para ele sempre sobre limpeza e organização. Já tentei algumas coisas: planilha de divisão de tarefas, deixar de fazer na esperança que ele se mexa. Mas, infelizmente, o que surte mais efeito é ficar na orelha dele, como se fosse a mãe. É desgastante.” Jaqueline de Lira, 27, professora de inglês.

2 - Como você age quando está com ciúme?

“Moramos juntos há quatro anos. Eu me surpreendi com a personalidade forte dela, com a determinação que coloca no que faz e com a intensidade que vive cada emoção, seja euforia, raiva, amor ou ciúme. Para ela, é tudo muito intenso. Gostaria de ter perguntado antes se ela era muito ciumenta. Mas não sei se a resposta corresponderia à realidade. Acho que enxergamos o outro de uma maneira diferente. Ela, provavelmente, diria que seu ciúme não tem nada de exagerado. Quando surge esse sentimento, ajo diferente dela. Dou um tempo, tento compreender e não me exceder nas discussões, mas é difícil. Hoje vejo que toda situação tem várias ‘verdades’, não apenas a minha. Dessa maneira, acredito que fica mais fácil compreender o outro.” Herbert Pereira da Silva, 35 anos, professor.

3 – A frase cada coisa no seu lugar faz sentido para você?

“Eu e a Isabela moramos juntas há três meses, depois de namorarmos por dois anos. O que mais me surpreendeu foi o hábito que ela tem de deixar roupas sujas e sapatos espalhados pela casa. Se soubesse disso antes, acho que teria perguntado se ela tem algum trauma com o cesto de roupas. Dentre todas as peças de roupa, as meias usadas são as mais largadas pelos cômodos. Houve um dia em que havia uma fila de meias ‘estacionadas’ a menos de um metro do cesto. Acredito que, quando você divide a casa com alguém, todos devem ajudar na arrumação. Ela tenta, vejo que se esforça, mas realmente é algo que não conseguimos acertar ainda. A mesma coisa acontece com os tênis, deixados pelos ambientes. Estou me acostumando a tropeçar neles, pelo menos, duas vezes ao dia.” Letícia Leão, 23 anos, jornalista, mora com Isabela Ferrari.

4 - Você tem o hábito de terminar o que começa?

“Eu me surpreendi com a quantidade de tarefas domésticas que ela deixa pela metade. Até gostaria de perguntar se ela acha que fazendo uma tarefa até o fim, perderia o sentido da vida. Ela só lava metade da louça na pia. A outra metade sobra para mim. A roupa que é tirada do varal fica amontoada em cima da cama, sem guardar. Até mesmo o lixinho do banheiro que é tirado, volta para o lugar dele sem um novo saquinho. Sempre fico na esperança de ela terminar uma tarefa e na ilusão de, um dia, escutar a frase: ‘Não consegui terminar, mas pode deixar que já vou fazer isso’.” Isabela Ferrari, 28 anos, cineasta, mora com Letícia Leão.

5 - Você ronca?

“Estamos juntos desde abril de 2017. Estava há muito tempo sem dividir cama, quarto e casa com alguém. Levou, então, um tempo considerável até me acostumar com o ronco dele. Tive de conversar com ele, cheguei a gravar o barulho. Ele ficou surpreso, pois nem sabia que roncava. Hoje, não me incomoda mais, porém, se está alto, peço para ele trocar de posição. Também gostaria de ter conversado antes sobre a família dele. Assim tentaria evitar situações chatas. A mãe dele, por exemplo, até hoje não aceitou a mudança do filho –ele é de São Paulo e, hoje, mora no Acre comigo. Hoje em dia, eles mal se falam e me sinto um pouco culpada.” Jarlene Eluana Costa Silva, 36 anos, advogada.
 

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