Alimentação

O que acontece com o seu corpo quando você corta o açúcar refinado?

Marcos Inoue/UOL
Açúcar processado não está presente apenas na açucareiro usado para adoçar o cafezinho ou fazer um bolo Imagem: Marcos Inoue/UOL

Cíntia Baio

Colaboração para o UOL

01/12/2016 17h45

O açúcar processado, também chamado de refinado, ocupa as primeiras posições na lista de alimentos inimigos da boa saúde. Isso porque, quando passa por processos químicos de refinamento, ele perde muitos nutrientes e o que sobra são apenas calorias provenientes dos carboidratos. A regra é: quanto mais branco, mais processado é o açúcar. 

O que também faz dele um vilão tão potencialmente perigoso são seus disfarces. O açúcar processado não está presente apenas no açucareiro usado para adoçar o café ou fazer um bolo. Refrigerantes e outros alimentos industrializados, como molhos, sorvetes e iogurtes, são exemplos de produtos ricos em açúcar. Comidas salgadas, como macarrão, arroz branco e pães, também levam o produto na composição.

Considerado pobre nutricionalmente, quando o açúcar é consumido além da conta, causa uma série de complicações para o organismo, como diabetes, obesidade, cansaço, envelhecimento da pele e até baixa imunidade. Recentemente, uma pesquisa divulgada pelo jornal Jama Internal Medicine apontou que representantes da indústria açucareira teriam manipulado, durante décadas, estudos sobre os efeitos do produto na saúde, atribuindo problemas cardíacos apenas ao colesterol e gorduras saturadas. 

Com tantas complicações para saúde, a dica dos especialistas ouvidos pelo UOL é resistir e eliminar o consumo desse tipo de açúcar da alimentação. Para isso, o ideal é substituí-lo por opções mais saudáveis --como açúcar de coco ou mascavo-- e reduzir a ingestão de alimentos industrializados.

Acha difícil? Veja alguns dos benefícios que a atitude pode causar no organismo. A lista foi elaborada com a consultoria da nutricionista funcional e ortomolecular Rachel Faria, e dos endocrinologistas Glaucia Carneiro, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), e Renato Zilli, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

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    Emagrece

    O açúcar não é o único vilão da dieta, mas reduzir (ou cortar) o seu consumo ajuda a evitar, principalmente, o ciclo vicioso de sua ingestão e, consequentemente, reduz as calorias ingeridas. O consumo de açúcar simples gera picos e quedas repentinas de glicemia no sangue. A cada "baixa", sentimos ainda mais vontade de comer. Se a próxima escolha for um carboidrato ou doce, por exemplo, o ciclo se reinicia. Com o passar dos anos, esse ciclo vicioso contribuirá também para o surgimento de outras doenças, como pressão alta, colesterol e obesidade.

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    Traz mais disposição

    Quando ingerimos açúcar, os níveis de glicose no sangue aumentam, fazendo com que o pâncreas produza insulina (hormônio responsável por reduzir a glicose) além do normal. Para reequilibrar o organismo, nosso sistema coloca em ação a insulina, que tem como objetivo fazer a glicose circular. O excesso de açúcar é considerado tóxico e acaba se transformando em gordura, que interfere no equilíbrio nervoso. Além disso, um estudo feito em 2008 pelo The Scripps Research Institute, uma organização americana privada, apontou que o açúcar pode reduzir as atividades da orexina, um neurotransmissor que regula a excitação, a vigília e o apetite. Quando esses neurotransmissores têm suas atividades reduzidas, o organismo passa a ficar mais sonolento e cansado.

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    Pele mais jovem

    Um cardápio com muito açúcar deixa a pele opaca e enrugada. Isso por causa da glicação, processo em que a glicose em excesso danifica a elasticidade da pele, levando a rugas, flacidez, além de deixá-la com um aspecto envelhecido.

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    Evita o aparecimento de acne

    Alimentos que elevam rapidamente os níveis de açúcar no sangue, como pães e massas brancas, podem causar flutuações hormonais --como o aumento nos níveis de insulina no corpo, responsável por reduzir a taxa de glicose no sangue. Essas flutuações desencadeiam reações inflamatórias em nosso organismo, inclusive na pele, resultando em cravos e espinhas.

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    Deixa nosso humor mais estável

    Picos e quedas repentinas no nível de açúcar no sangue podem causar sintomas como irritabilidade, alterações de humor, confusão mental e cansaço. Quando tomamos um copo de refrigerante, por exemplo, há um aumento acelerado do nível de açúcar no sangue. E, logo depois, uma queda repentina. Quando há essa queda, nos sentimos ansiosos, temperamentais e cansados. Portanto, ao cortar o açúcar, o humor tende a ficar mais estável.

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    Fortalece o sistema imunológico

    Consumir açúcar em excesso pode causar uma queda na capacidade do nosso organismo de destruir vírus e bactérias intrusos. Um estudo feito em 1973, pela Universidade Loma Linda, nos EUA, apontou que, quando voluntários consumiram cem gramas de açúcar, a atividade dos leucócitos (células de defesa) caiu pela metade. Para alguns nutricionistas, o açúcar também estimula o crescimento de fungos associados a infecções crônicas, que sobrecarregam o sistema imunológico.

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    Diminui o risco de diabetes

    O consumo excessivo de açúcar pode tornar o organismo resistente à insulina, que controla a entrada de açúcar nas células. Se a produção de insulina for insuficiente, o açúcar acaba retido na corrente sanguínea, acarretando uma série de complicações. Entre elas, a diabetes.

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    Boca livre de cáries e mau hálito

    As principais causas do mau hálito (ou halitose) originam-se na boca. Quando a higiene bucal é incompleta, a língua acumula uma massa esbranquiçada formada por resíduos alimentares. Essa massa vira alimento das bactérias causadoras do mau hálito. Os alimentos que contêm açúcar acabam potencializando essa massa e servindo como fonte de energia para as bactérias causadoras do mau hálito. No caso das cáries, as bactérias presentes em nossa boca transformam o açúcar em um ácido que ataca e enfraquece os dentes.

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    Melhora o sono

    Se você consome muitos alimentos ricos em carboidratos simples ou bebidas açucaradas antes de dormir, terá uma "entrada extra" de energia no organismo, deixando-o mais "ligado", o que pode dificultar a hora de dormir.

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