Vida saudável

Quer parar de menstruar? Especialistas respondem 8 dúvidas mais comuns

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Mulheres que sofrem com cólicas ou outros sintomas podem interromper a menstruação para resolver o problema Imagem: Getty Images

Thais Carvalho Diniz

Do UOL

02/04/2017 04h00

Para algumas mulheres, menstruar não é algo tão natural quanto parece. Dores de cabeças, cólicas insuportáveis e fluxo intenso podem se tornar incômodos frequentes e atrapalhar a qualidade de vida. Além disso, existem doenças, como a endometriose, que têm em seu tratamento o uso contínuo de métodos anticoncepcionais como forma de proteção à saúde ginecológica.

A solução para isso pode ser simples: parar a menstruação. E, segundo os especialistas entrevistados pelo UOL,  é comum o desejo de interromper o ciclo, seja por uma queixa de incômodo ou em prol da saúde, como no caso da anemia. O essencial é saber que cada caso deve ser avaliado individualmente. A seguir, oito perguntas e respostas esclarecem o que a mulher precisa saber:

  • O que acontece quando a mulher para de menstruar?

    Quando a mulher usa hormônios para interromper a menstruação, o eixo hormonal feminino que a produz naturalmente também é bloqueado. Dessa forma, os ovários ficam em repouso, sem fabricar hormônios e não há sangramento. Com exceção da menopausa, processo natural da vida da mulher, e da gravidez, parar de menstruar sem a utilização de recursos médicos não é normal e pode ser sinal de algum problema de saúde. "Mas bloqueá-la pode e deve ser uma opção", afirma a ginecologista Bárbara Murayama, coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

  • Em quais casos é indicado parar?

    A mulher pode parar de menstruar por comodidade, escolha pessoal ou como forma de controle de alguma doença como a endometriose, a adenomiose, a TPM (tensão pré-menstrual), dor de cabeça ligada ao período, sangramentos aumentados por miomas e anemia por fluxo intenso. De acordo com os especialistas, para algumas profissões como atleta e modelo, por exemplo, o período menstrual torna-se um inconveniente maior do que para a maioria. "Entretanto, cada caso deve ser avaliado individualmente com o médico ginecologista, que fará uma análise do histórico da paciente e só assim saberá qual o melhor método", explica ginecologista e obstetra Gustavo Arantes Maciel, do Fleury Medicina e Saúde.

  • Como fazer de forma segura?

    O primeiro passo é procurar o médico ginecologista. Só o acompanhamento especializado poderá dizer como está a sua saúde e o método que se encaixa melhor no histórico e queixa. O bloqueio pode ser feito com anticoncepcional oral --existem vários tipos com dosagens de hormônios diferentes--, diu medicado --com o de cobre a mulher menstrua normalmente--, injeção hormonal feita a cada três meses e o implante subcutâneo. "É preciso uma criteriosa avaliação clínica para ter certeza de que a mulher não tem nenhum fator de risco que piore com o uso hormonal, como histórico de trombose, hipertensão, entre outros. Só o médico pode escolher o hormônio certo para cada paciente. O grande perigo é tomar esse ou aquele porque a amiga toma. Cada mulher tem um organismo e o que funciona para uma, pode prejudicar a outra", diz a ginecologista Carla Martins, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

  • Quais são as contraindicações?

    Não há outra forma de interromper a menstruação que não pelo uso de hormônios, que são medicações e, como qualquer outra, devem ser utilizados apenas com recomendação médica. Entretanto, para mulheres com problemas cardiovasculares, histórico de trombose na família, lúpus --doença autoimune-- e fumantes, por exemplo, o uso de remédios com estrogênio é contraindicado pois aumentam o risco de formação de coágulos, podendo levar a uma trombose e até Acidente Vascular Cerebral (AVC). "Além de outros fatores como peso, problemas gástricos, idade. Só depois de uma avaliação ginecológica completa conseguimos escolher a melhor medicação", fala Bárbara.

  • Quais os efeitos colaterais dos métodos?

    Os especialistas dizem que, como o uso de qualquer medicação, a paciente pode apresentar efeitos adversos como dor de cabeça e enjoo. "A maioria das mulheres tem pouco ou nenhum sintoma, especialmente nos primeiros meses de uso, chamada fase de adaptação", afirma Bárbara.

  • Pode atrapalhar a fertilidade?

    Segundo Carla Martins, a baixa da fertilidade é genética e está relacionada com a idade. Em casos de doença como a endometriose, que causa infertilidade, o uso contínuo de um método anticoncepcional pode proteger a a saúde fértil mulher.

  • O bloqueio acontece imediatamente?

    Não. Gustavo explica que vai depender da genética de cada paciente e da medicação utilizada. Porém, afirma que nos primeiros três meses é comum ter um pouco de sangramento. "Se os escapes forem intermitentes, o ideal é retornar ao médico e, dependendo da situação, trocar o método".

  • Pode não funcionar?

    De acordo com Bárbara, sim. A especialista fala que algumas mulheres não se adaptam ao método. "Algumas continuam sangrando todos os meses mesmo com a modificação da medicação. Felizmente são a minoria. A maioria consegue se adaptar e ter sua menstruação bloqueada, com poucos escapes".

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