Vida saudável

Sabia que não pode triturar remédio? 4 hábitos que prejudicam a eficácia

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22/08/2017 04h10

Muitas vezes, encontrar o remédio certo não garante, por si só, a eficácia no tratamento de doenças. O modo como o medicamento é tomado, a frequência e até mesmo como as engrenagens do nosso corpo (ou nosso relógio biológico) reagem às pílulas em cada hora do dia, ajudam a acelerar a recuperação e a cura.

Por que, de regra geral, remédios para pressão alta são tomados logo pela manhã, por exemplo? A explicação está relacionada a como nosso corpo funciona. Entre 6h e 7h da manhã, a pressão tende a ser mais alta. Assim, não adianta tomar o remédio a noite.

Esse ramo da farmácia que estuda a relação dos efeitos dos medicamentos de acordo com nosso relógio biológico, chamado de cronofarmacologia, procura descobrir em que horários há liberação de neurotransmissores e hormônios para assim usar remédios com maior eficiência.

Esse é um dos motivos para levar a sério as recomendações do horário de tomar o remédio prescrito pelo médico. Mas além do horário, outras quatro dicas podem ajudar a melhorar a eficácia dos medicamentos:
 

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    Pare de esmagar o comprimido antes de tomar

    Embora esmagar o comprimido para que fique mais fácil de engolir seja uma prática comum, o CRF-SP (Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo) alerta que dividir, triturar ou dissolver medicamentos pode comprometer, sim, sua eficácia, principalmente os revestidos. Isso porque este tipo de remédio possui uma espécie de "cobertura" que protege o princípio ativo do ambiente ácido do estômago, liberando-o apenas no intestino, para só então seja absorvido. ?Triturar o comprimido pode liberar o princípio ativo no estômago, inativando-o?, diz o endocrinologista Daniel Freire, gerente médico da Sandoz, divisão de genéricos da Novartis. Além disso, existem comprimidos de liberação lenta, que, se triturados, podem causar absorção mais rápida do princípio ativo, causando até intoxicação.

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    Não beba o remédio com sucos ou chás

    Na maioria das vezes, a melhor maneira de garantir que o remédio faça o efeito desejado é ingerí-lo apenas com um copo (200 ml) de água. Tomar medicamentos misturados a bebidas com sabor, como sucos, chás, refrigerantes e bebidas alcoólicas, pode reduzir ou potencializar o efeito terapêutico do remédio. "Tais bebidas podem reagir com o princípio ativo e alterar sua absorção no organismo ou, após o princípio ativo ser absorvido, inibir ou induzir enzimas do fígado reduzindo ou aumentando a eliminação do fármaco no organismo", explica Christina Ecclissato, gerente médica da EMS. A combinação de antibióticos e leite, principalmente do grupo tetraciclina (que tratam acne, pneumonia, otites, sinusites etc), é a que mais deve ser evitada. Mas, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), outros remédios, como contraceptivos orais, Digoxina (para tratamento de problemas cardíacos) e Diazepam (efeito calmante), também têm seu efeito reduzido ao serem ingeridos com leite.

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    Cuidado ao misturar medicamentos

    Outra prática bastante comum é, durante um tratamento, tomar vários remédios (para diferentes sintomas) ao mesmo tempo. Em alguns casos, o efeito de um pode comprometer a eficácia do outro, como os antiácidos. "Eles alteram o pH do estômago, impedindo a absorção completa do outro medicamento", exemplifica Freire. Alguns antibióticos também podem comprometer, por exemplo, a eficácia do anticoncepcional. Isso acontece porque uma enzima seria estimulada, destruindo o princípio ativo do anticoncepcional.

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    Tomar remédio vencido faz mal?

    Mal pode não fazer, mas também não fará bem. A legislação exige que todos os medicamentos tenham prazo de validade determinado e impresso em sua bula. A data de vencimento é calculada a partir de exaustivos testes feitos pelas próprias indústrias farmacêuticas. "O prazo de validade garante que o medicamento será eficaz até o seu vencimento. Após essa data, o produto não deve ser ingerido, mesmo se não for aberto, pois a degradação do princípio ativo pode reduzir a sua eficácia ou gerar substâncias tóxicas ao organismo", ressalta Christina.

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