Vida saudável

Três treinos indicados para quem quer secar

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Heloísa Oliveira

Colaboração para o UOL

03/11/2016 07h00

Se o objetivo é emagrecer, atividades aeróbicas intensas são as que mais trazem um resultado rápido. A seguir, listamos os três principais treinos para quem quer secar sem abrir mão da saúde. Vale lembrar que para fazer exercícios mais pesados é indicado ter uma orientação profissional e respeitar os limites do seu corpo.

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    HIIT

    O HIIT (High Intensity Interval Training ou Treino Intervalado de Alta Intensidade) é um método de treinamento criado nos Estados Unidos há mais de um século, mas que continua superatual e vem ganhando mais adeptos nos últimos tempos. Ele consiste em realizar esforços de alta intensidade e curta duração intercalados com períodos de recuperação, que podem ser feitos com uma pausa ou com a escolha de um exercício de baixa intensidade. "Esse período tem como objetivo possibilitar que o aluno se recupere do esforço para, em seguida, voltar à alta intensidade", afirma a personal trainer Carina Rosin, de São Paulo. A série total, incluindo os intervalos, dura 30 minutos e queima até 500 calorias. O método trabalha todos os grupos musculares e promove diversos efeitos benéficos ao organismo. O principal deles é o EPOC (Excess Post Exercise Oxygen Consuption), que pode ser traduzido como um excesso de consumo de oxigênio após o exercício, que acaba acelerando o metabolismo. "Durante o exercício, o corpo sofre um grande estresse para produzir energia. Quando termina, ele continua trabalhando para retomar o equilíbrio e restaurar as condições de repouso, como a temperatura e a frequência cardíaca. O EPOC nada mais é que um aumento no gasto de energia para recuperar as condições normais do corpo", explica Carina. Dessa forma, mesmo depois da aula, você ainda é capaz de queimar calorias por mais algumas horas. Ótimo, não? O mais bacana é que o treino pode ser adaptado a todos os níveis de preparo físico --você é quem vai determinar qual é a intensidade, sempre respeitando sua condição física. A recomendação é que a aula seja feita de duas ou três vezes por semana. Vale lembrar que o HIIT é um método. Ou seja, você pode tanto praticar a aula homônima na academia ou aplicá-lo em outras modalidades, como corrida e bicicleta, por exemplo. O negócio é intercalar alta com baixa intensidade durante 30 minutos. Por exemplo, um minuto de pedalada intensa com um minuto mais leve e assim por diante.

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    Corrida

    É bem provável que você tenha em seu círculo de amigos algum entusiasta da corrida. E não é pra menos, afinal, essa é uma modalidade superdemocrática; basta calçar o tênis e sair correndo por aí. A atividade não só despacha os quilos a mais, como também aumenta a capacidade cardiorrespiratória, melhora o sono e dá energia de sobra para que você realize as tarefas do dia a dia. "A corrida é uma sequência de pequenos saltos caracterizada por ter uma 'fase aérea', o que significa que, em algum momento, nenhum dos pés encosta no chão. A grande queima de energia acontece graças à forma como o músculo contrai para absorver esse impacto gerado pela fase aérea", afirma Leandro Pessoa Olivério, personal trainer de São Paulo. Todos os grupos musculares são trabalhados, mas o destaque fica por conta dos inferiores, como glúteos, quadríceps, musculatura posterior da coxa e panturrilhas. Antes de se jogar nas pistas, faça todos os exames necessários para atestar se está apto à atividade. Se você não possui um bom condicionamento, está acima do peso ou tem lesões nas articulações inferiores, é preciso supervisão constante de um profissional. "O ideal é realizar uma atividade paralela que possibilite um melhor fortalecimento corporal, como treinos funcionais e musculação", aconselha Olivério. Caso se sinta inseguro em dar o "start" por conta própria, uma boa opção é recorrer a uma assessoria esportiva. Ela dará todo o suporte necessário para que você melhore seu desempenho sem sofrer o risco de lesões, sempre tendo um time de nutricionistas, endocrinologistas, cardiologistas, psicólogos, fisioterapeutas e massoterapeutas à disposição. Lembre-se de dar um intervalo de um dia entre uma corrida e outra para não sobrecarregar as articulações. E nada de calçar os tênis apenas aos fins de semana, já que uma pausa muito grande irá impedir sua evolução.

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    Kickboxing

    A atividade que mistura técnicas do boxe e do caratê com movimentos aeróbicos ganhou popularidade na década de 1970, nos Estados Unidos. No Brasil, a lista de alunos possui nomes de peso, como as tops Iza Goulart, Carol Trentini e Raica Oliveira e as atrizes Marina Ruy Barbosa e Isis Valverde. Gisele Bündchen também é adepta. O corpaço dessas famosas é prova dos inúmeros benefícios da modalidade: definição muscular, alto gasto calórico, aumento da flexibilidade e da coordenação motora, diminuição do percentual de gordura e melhora do condicionamento físico e dos sistemas cardiovascular e respiratório. Como se não bastasse, você ainda aprende técnicas de defesa pessoal. "O kickboxing trabalha o corpo todo, especialmente pernas, braços, ombros, glúteos e abdômen. Os movimentos envolvem a rotação do tronco, o que ativa a região do transverso --músculo responsável pelo contorno da cintura", afirma o carioca Lincoln Cavalcante, personal trainer de Marina Ruy Barbosa. A atividade deve ser realizada de três a quatro vezes por semana e uma aula de uma hora pode eliminar até 800 calorias. Como são exercícios de alto impacto e intensidade, não é recomendável para pessoas que têm problemas cardiovasculares ou nas articulações. Para começar a lutar, é necessário realizar uma consulta médica e apresentar um atestado que confirme que está liberado para a prática.

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