Vida saudável

5 atitudes que podem ajudar a combater a ansiedade sem apelar ao remédio

Do UOL

12/01/2017 04h03

Algumas situações causam ansiedade, que é uma reação emocional desencadeada pela percepção de uma ameaça – real ou imaginária. Quando ansiosa, a pessoa antecipa uma situação, que pode nunca acontecer. O corpo pode responder a esse estado com taquicardia, sudorese, tensão muscular, problemas digestivos e até dor de cabeça. A dificuldade de pensar com clareza também pode atrapalhar, bem como os sentimentos à flor da pele. Em excesso, a ansiedade ainda pode causar compulsões: por comida, álcool e cigarro, por exemplo. Para tratar as crises de forma adequada, é aconselhável buscar um médico psiquiatra. Mas algumas atitudes simples, indicadas a seguir, também podem ajudar a amenizar os efeitos nocivos desses quadros.

Tente o mindfulness
As técnicas e práticas de meditação mindfulness (atenção plena, em tradução livre) favorecem o foco no presente. “O intuito é gerar uma habilidade que chamamos de ‘awareness’, que é estar mais consciente. A pessoa consegue perceber se o perigo que a deixa ansiosa é real ou imaginário”, explica o médico Marcelo Demarzo, coordenador do programa "Mente Aberta" do Núcleo de Mindfulness e Promoção da Saúde da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Apesar de usar técnicas meditativas também, o mindfulness tem exercícios que podem ser aplicados no dia a dia, em movimento. “Em geral, as pessoas levam oito semanas para aprender as técnicas e usá-las na rotina”, diz Demarzo.


Reveja os seus hábitos na rede
Postar em uma rede social e esperar por curtidas e comentários gera ansiedade. Deixar-se levar pelas fotos e postagens de uma vida perfeita dos amigos também, porque parece que você não se encaixa no padrão das outras pessoas – o que pode causar frustração e apreensão. “As redes sociais não são culpadas pela ansiedade, mas são fontes de informações que geram essa sensação”, explica o psicólogo Ghoeber Morales, professor na especialização em Terapia Comportamental da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Minas Gerais. Ao perceber que as redes disparam o gatilho da ansiedade, vale a pena reduzir o acesso: usar apenas quando estiver em frente ao computador e não pelo celular, por exemplo.


Faça algum exercício físico
Atividade física de intensidade moderada, feita regularmente, ajuda a controlar os sintomas de ansiedade, porque faz a mente focar no cuidado com o corpo. Mas é preciso consultar um médico antes de escolher a prática. “Geralmente, atividades com alto grau de competitividade devem ser evitadas para não agravar as crises de ansiedade”, diz o educador físico Gilberto Coelho, especialista em Fisiologia do Exercício pela Unifesp.

Respire profundamente
Uma das reações automáticas em situações que despertam ansiedade é desenvolver uma respiração curta, superficial e sem ritmo, que reforça a tensão no organismo. Ao perceber que está agindo dessa forma, sente-se confortavelmente e observe a respiração por um minuto. “Vá, aos poucos, aprofundando a respiração, ao inspirar e expirar, movimentando tanto a região torácica quanto a abdominal. Quando a respiração acalmar, volte às atividades normais”, explica o psicólogo Armando Ribeiro, professor do Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Organize a rotina
A pessoa ansiosa tem uma sensação de descontrole, que pode ser combatida ao planejar e cumprir cada tarefa do dia. Quanto mais preparado para cada função, menor será o sofrimento antes de executá-la. “Pessoas ansiosas, geralmente, sentem-se improdutivas. Saber organizar a agenda e fazer check-lists são atividades que as colocam no controle da situação, melhorando o desempenho no dia a dia”, explica o psicólogo Christian Barbosa, especialista em administração de tempo e produtividade. O único cuidado é não se propor a fazer mais coisas do que realmente consegue, o que pode gerar tensão. Dividir uma tarefa grande em etapas é uma maneira de cumprir o que foi proposto, sem provocar estresse desnecessário.

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