Vida saudável

"Perdi 23 kg com a ajuda de exercícios em casa e ainda curei uma depressão"

Arquivo pessoal
Fabiana Cesar antes e depois da dieta Imagem: Arquivo pessoal

Gabriela Guimarães e Marina Oliveira

Colaboração para o UOL

A empresária Fabiana Cesar, 31 anos, em depoimento para o UOL

Parece que dormi magra e acordei gorda. Foi tudo tão rápido que quando me dei conta já estava usando manequim 48. Eu nunca tive oscilação de peso, não era magrela, mas tinha um corpo bom. O primeiro aumento significativo de peso foi na gestação, foram nove quilos a mais. Porém, era um ganho esperado.

Só que três meses depois de ter a minha filha comecei a sentir um aperto no peito e a sofrer de taquicardia. Eu contei para o meu médico e disse que queria fazer uns exames cardíacos. Logo ele me respondeu que eu não tinha problemas de coração, que aqueles sintomas eram de depressão.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Mas o diagnóstico não fazia sentido para mim, porque eu sempre fui superpositiva, uma pessoa de bem com a vida. Então, decidi fazer os exames cardíacos mesmo assim. Mas nenhuma alteração apareceu. Ter a minha filha, aos 27 anos, mudou a minha rotina drasticamente.

Fiquei viciada em açúcar
Sem saber direito como lidar com tantas novas responsabilidades, eu passei a ficar triste e a comer muito: principalmente carboidrato e açúcar. O açúcar me dava um tipo de felicidade que eu não estava sentindo no momento. Agora, eu até acho que o açúcar é mais viciante do que muita droga, eu comia sorvete e chocolate sem parar! Em sete meses, engordei 20 quilos! Mas só me dei conta do meu novo corpo quando não consegui mais provar as roupas da minha loja.

Eu trabalho com moda desde os 16 anos e sempre provei as peças que eu vendia, para checar como ficavam no corpo. Só que, ao engordar, eu percebi que na minha própria loja não tinha mais roupa para mim, nada servia. O meu médico me receitou, como parte importante do tratamento para a depressão, a realização de atividade física todos os dias, porque o meu cortisol, que é o hormônio do estresse, é disfuncional. Mas ele me disse que se eu me movimentasse diariamente, esse nível seria reduzido. Além disso, eu liberaria mais serotonina, o neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar.

Comecei a praticar exercícios em frente à TV
O problema é que eu não tinha como deixar a minha filha para ir à academia. A saída foi começar a fazer exercícios em casa e eu iniciei com 15 minutos por dia, usando vídeos da internet. Eu não tinha muita noção do que deveria comer, mas emagreci seis quilos em oito semanas. Aí me empolguei e procurei um profissional para ter uma vida mais saudável.

Não queria nada muito restritivo, porque eu tenho uma vida social que não queria deixar de lado. Então, organizei a minha rotina para começar a correr e a praticar muay thai. Atualmente, eu luto de segunda a sexta-feira. Treino das 7h às 8h, antes de ir trabalhar.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
A minha alimentação é baseada na dieta low carb, que tem menos carboidratos e mais proteínas, verduras e legumes. Uma das coisas que eu como regularmente, por exemplo, é o macarrão de abobrinha, que é feito com a abobrinha bem fininha, como se fosse um espaguete. Sirvo com molho de tomate e carne moída.

Emagreci 23 quilos!
No dia a dia, mantenho uma dieta mais regrada. No fim de semana, no entanto, se tiver uma festa de aniversário, vou comer uma coxinha sem culpa. Levou um ano para eu emagrecer o que tinha engordado. Cheguei aos 90 quilos e hoje estou com 67.

Não consigo mais ficar parada, me tornei uma viciada em atividade física: preciso correr, caminhar, andar de patins, seja o que for. Se eu não me movimento, fico irritada. Se as pessoas soubessem o tanto que ficar parada, ser sedentária, faz mal para a saúde, elas não iriam para a academia só por estética. Faz quatro anos que entendi que sou mais feliz e mais saudável por assumir uma rotina ativa. E não pretendo mais parar. A atividade física curou a minha depressão.”

 

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