Vida saudável

Refrigerante dietético triplica risco de AVC e demência, segundo estudo

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O estudo da Universidade de Boston analisou os dados de 4.300 pessoas ao longo de dez anos Imagem: Getty Images

Do UOL

21/04/2017 11h20Atualizada em 26/04/2017 16h06

Estudo da Universidade de Medicina de Boston, nos Estados Unidos, relacionou o consumo de uma lata de refrigerante dietético por dia a quase três vezes mais chance de sofrer um acidente vascular cerebral. A bebida também foi associada a 2,6 vezes mais chance de ter Alzheimer e outros tipos de demência, em comparação com quem bebe uma vez por semana ou nem bebe.

Segundo o site da “CNN”, o estudo analisou 2.888 adultos com mais de 45 anos (para analisar a incidência de derrame) e 1.484 com mais de 60 anos (para avaliar os casos demência), ao longo de dez anos.

Os dados, coletados por meio de questionários, foram cedido pelo Framingham Heart Study, projeto da Universidade de Boston.

Os pesquisadores analisaram a quantidade de bebidas e refrigerantes diet e normal ingerida por cada participante, em diferentes momentos, entre 1991 e 2001.

Em seguida, compararam com o número de pessoas que foram vítimas de derrame ou demência em um prazo de dez anos . No período, foram observados 97 casos de acidente vascular cerebral (82 isquêmicos, causado por vasos sanguíneos bloqueados) e 81 de demência (63 compatíveis com Alzheimer).

Além do consumo do refrigerante, foram considerados na análise idade, sexo, educação (para análise de demência), ingestão calórica, qualidade da dieta, atividade física e tabagismo.

Em resposta ao estudo, Lauren Kane, porta-voz da Associação Americana de Bebidas, soltou uma nota dizendo que os adoçantes encontrados nas bebidas adoçadas artificialmente foram considerados seguros por entidades governamentais do mundo todo.

Em nota oficial, a Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas) afirmou que "esses produtos são atestados pelo Codex Alimentarius [fórum internacional de normatização do comércio de alimentos estabelecido pela Organização das Nações Unidas], pelas autoridades norte-americana (FDA) e europeia (EFSA). No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) atesta a segurança dos refrigerantes diet e zero comercializados no país".

Adoçantes polêmicos

Bebidas dietéticas conseguem baixar e até zerar calorias graças ao uso de adoçantes artificiais, que são centenas, algumas vezes milhares, de vezes mais doces do que o próprio açúcar.

Cientistas ao redor do mundo têm se preocupado com o consumo de adoçantes e relacionados ao surgimento de doenças, como diabetes do tipo dois.

O adoçante aspartame é o mais usado nos refrigerantes dietéticos e o que é mais controverso, quando se teme efeitos negativos. A substância é 200 vezes mais doce do que o açúcar.

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