Vida saudável

Treino de Marquezine usa corrente elétrica e vale por 3 horas de malhação

Reprodução/Instagram
Bruna Marquezine é uma das adeptas da eletroestimulação muscular enquanto malha Imagem: Reprodução/Instagram

Daniel Lisboa

Colaboração para o UOL, em São Paulo

17/05/2017 04h00

Não tem barras nem halteres espalhados. Não há tempo para conversinha fiada e flerte entre uma série e outra. Mas, acredite: também é malhação. No treino do futuro, em vez de pesos, é usada a eletroestimulação muscular. Correntes elétricas trabalham 350 músculos ao mesmo tempo, com intensidade e profundidade muito difíceis de se alcançar em uma atividade física comum. Em 20 minutos, o corpo é estimulado como em três horas de malhação.

A novidade chegou recentemente ao Brasil e é o treino do momento entre as famosas -- as atrizes Claudia Raia, Fernanda Souza, Bruna Marquezine e Thaila Ayala estão entre as adeptas.

 

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Robocop fitness

Esqueça shortinhos e regatas. Um conjunto de elastano e algodão, que fica totalmente colado ao corpo, é obrigatório. Por cima dele, vai um traje com eletrodos posicionados para cada grupo muscular, inclusive com uma peça para as coxas. Você fica parecendo uma variação fitness do Robocop.

As partes do traje em que ficam os eletrodos são umedecidas para a corrente elétrica passar mais facilmente. Mas calma: o equipamento está preparado para não fritar ninguém. “Ele é protegido por uma dupla camada de materiais e a corrente máxima é de 40 watts, muito baixa para causar danos”, garante o diretor operacional da TecFit, Keko Rodrigues.

Tudo pronto, o professor conecta seu traje ao terminal e começa a experiência.

Cansa mesmo!

Quem ouve falar da nova tecnologia pode se lembrar daqueles aparelhos elétricos para abdominais anunciados em canais de compras da TV. Nos comerciais, as pessoas “malham” tranquilamente. Não há suor, e elas podem até ler um livro enquanto a geringonça as eletrocuta. No treino de eletroestimulação muscular, isso é quase impossível.

É só o professor começar o treino para você perceber que não será uma sessão de cosquinhas. Assim que os eletrodos começam a funcionar, você sente um forte aperto nos músculos. A sensação é a de alguém pisando no seu peito, e não à toa a modalidade não é indicada para cardíacos. Se você não respirar da maneira correta, possivelmente terá dificuldades em ir até o fim.

Como é a eletricidade que faz o trabalho, não é preciso usar pesos: é uma espécie de “air training”, em que você faz movimentos. Quem vê alguém malhando pode ter a impressão de que é um treino de mentirinha. Isso até chegar sua vez, e você notar que realmente não é preciso peso para suar e cansar. Muito. Até quem já faz musculação pode ficar bem dolorido por alguns dias.

É seguro?

Por não usar pesos nem máquinas, a eletroestimulação muscular é, segundo Rodrigues, uma boa opção para pessoas idosas ou com algum tipo de lesão ou limitação física. É também usada em fisioterapia.

Mas tanta tecnologia tem um preço: os pacotes custam de R$ 225 (uma vez por semana) a R$ 1 mil por mês (três vezes por semana). Em São Paulo, há treinos do futuro na TecFit, no Estúdio Motriz e na Les Cinq Gym. As duas plataformas tecnológicas, XBody e Miha bodytec, também são encontradas no Rio de Janeiro, na Bodypulse e na Impulse; em Porto Alegre (RS), na BodyLounge; e em Brasília (DF), na Tekstudio.

 

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Não é “opção de preguiçoso”

Acostumado com as exigências de celebridades como Sabrina Sato e Adriane Galisteu, o personal trainer Marcio Lui tem adotado a eletroestimulação. “É uma atividade que tem que ser feita com outras. Em alguns casos, a musculação tradicional ainda é mais eficiente”, diz ele, que alerta: a modalidade não é uma opção de preguiçoso. “A pessoa acha que com 40 minutos por semana vai resolver seus problemas e ter o corpo perfeito. Não vai”, ressalta.

Outro treinador que usa a eletroestimulação como complemento é Rodrigo Ruiz. “Com alguns alunos, uso para fortalecimento. Com alunos mais avançados, passo treinos que simulam movimentos de luta”, explica ele, que atende famosos como Duda Nagle.

E nada de já sair moendo os alunos logo de cara. “O primeiro treino é para adaptação. Se eu aplicar uma potência muito alta, a pessoa não vai nem conseguir fazer os movimentos. Não adianta vir à aula e depois ficar dois dias sem andar”, defende.

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