Vida saudável

Era mais fácil ser magro em 1988, e não tem a ver com calorias ou exercício

iStock
Imagem: iStock

Maria Júlia Marques

Do UOL, em São Paulo

16/06/2017 04h00

Vamos ter que deixar os millennials fazerem mimimi quando o assunto for a busca pelo corpo ideal.

A má notícia para essa geração? Uma pesquisa da Universidade de Alberta, no Canadá, provou que é mais difícil para os adultos de hoje manterem o peso do que foi para aqueles de 20 a 30 anos atrás, mesmo ingerindo as mesmas calorias e fazendo exercícios pelo mesmo tempo.

Acontece que um adulto em 2006 pode comer as mesmas calorias, ter os mesmos macronutrientes -como gordura e proteína-, e fazer exercício pelo mesmo período que um adulto de 1988, mas os mais novos terão o IMC (Índice de Massa Corpórea) 2,3 pontos mais alto.

O estudo sugere que se você tem 25 anos, você teria que comer ainda menos e se exercitar mais do que os mais velhos para não ganhar peso”

Jennifer Kuk, professora da Universidade de York, no Canadá, que participou da pesquisa

Os cientistas analisaram a vida de mais de 36 mil americanos entre 1971 e 2008 e arquivaram os dados de atividades físicas de mais de 14 mil pessoas entre 1988 e 2006. Os resultados foram divididos em alimentos, exercícios, idade e IMC.

Os dados evidenciaram que a geração mais jovem é cerca de 10% mais pesada do que as pessoas na década de oitenta, mesmo seguindo dietas e planos de exercício idênticos.

A culpa é de quem?

iStock
Imagem: iStock
Sim, seu pai emagrecia com mais facilidade do que você. Mas não fique com inveja, a culpa não é dele. As respostas para o aumento de peso ainda são hipóteses, mas giram em torno de fatores da modernidade.

Segundo Kuk, atualmente as pessoas ficam expostas a mais produtos químicos que influenciam no ganho de peso. Um exemplo são os pesticidas colocados em alimentos. Eles acabam chegando ao nosso organismo e afetam os processos hormonais que balanceiam nosso peso.

Outro ponto são os remédios. A professora afirmou ao site The Atlantic que o uso de medicamentos prescritos aumentou dramaticamente desde os anos 70 e 80. Os antidepressivos provam esse ponto, são drogas prescritas com maior frequência atualmente e foram associadas ao ganho de peso.

O último fator são as bactérias. Alguns tipos de bactérias intestinais tornam a pessoa mais propensa à obesidade e elas podem ser alterados com hábitos alimentares.

Nos Estados Unidos, como apontou o estudo, as pessoas estão comendo mais carne do que décadas atrás. Muitos destes produtos de origem animal são tratados com hormônios e antibióticos para promover o crescimento. A ingestão de toda essa carne pode mudar as bactérias intestinais. Uma mudança sutil de início, mas que causa grandes alterações a longo prazo. 

Geração de millennials, uni-vos! As estatísticas dificultam o projeto #Verão2018, mas a determinação pode ganhar essa batalha. Partiu academia?

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba seu horóscopo diário do UOL. É grátis!

do UOL
Estilo
BBC
do UOL
BBC
do UOL
Redação
Estilo
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Estilo
BBC
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
BBC
do UOL
Redação
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Estilo
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Estilo
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Topo