Vida saudável

Tipo de malária de Tony Salles é o mais grave; conheça sintomas da doença

Blad Meneghel e Edu Moraes/Record TV
Tony Salles foi diagnosticado com malária Imagem: Blad Meneghel e Edu Moraes/Record TV

Thamires Andrade

Do UOL

13/07/2017 13h25

O cantor Tony Salles, líder da banda Parangolé, está internado desde segunda-feira por ter contraído malária após um show na África no dia 25 de junho. A doença é transmitida pela fêmea do mosquito Anopheles, que, na picada, insere um tipo de protozoário presente em sua saliva, que entra no organismo da vítima e se reproduz.

Os principais sintomas da doença podem ser confundidos com uma gripe ou outro mal-estar e começam a aparecer de uma a duas semanas depois da picada, já que o parasita entra no organismo e vai se multiplicando aos poucos.

"Febre, dor no corpo, calafrios, dores de cabeça, icterícia e crises convulsivas são os principais sintomas. Mas logo que o paciente explica ao médico que viajou por lugares endêmicos, como a África ou a região Amazônica, ele já pede um exame para detectar", explica Regia Damous, infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, em São Paulo.

Foi o caso de Tony. Após o show, o cantor ainda foi para os Estados Unidos com a família e, só na volta, começou a sentir febre e uma moleza no corpo, segundo sua assessoria de imprensa.

Logo que foi levado para o hospital, ele informou ao médico sobre sua estada em Guiné, na África, e ele detectou a doença e o deixou internado. O cantor foi infectado pela Plasmodium Falciparum, tipo mais grave da doença.

"Há quatro espécies diferentes de protozoários: P. vivax, P. falciparum, P. malariae e P. ovale. A de Tony é considerada mais grave, pois pode afetar o sistema nervoso central, provocando sangramentos", explica Regia.

Por isso, a decisão de internar o cantor e fazer exames de sangue e tomografia para monitorar a atividade do protozoário. "Mas quando é a malária é do protozoário P. vivax, ela é mais leve e se o paciente não for de um grupo de risco [grávidas, idosos e crianças] não é preciso internar."

Tratamento

Após fazer o exame de gota espessa, que diferencia a espécie do parasita, o infectologista poderá escolher a medicação adequada para interromper a multiplicação das hemácias contaminadas.

"Também é importante tratar os parasitas que ficam alojados no fígado para evitar recorrência da doença. O medicamento adequado depende da espécie de protozoário", explica Regia.

Formas de prevenção

Regia fala que existem algumas vacinas para tratar a malária que estão em fase de estudo e teste. No entanto, enquanto essas opções não são válidas, quem for viajar para um lugar com surto da doença deve tomar algumas preocupações.

"É possível fazer uso de algumas proteções mecânicas, como usar roupas de manga comprida e sempre aplicar um repelente que tenha uma boa eficácia na pele que ficará exposta", explica.

O Ministério da Saúde também recomenda uso de mosquiteiros com inseticidas de longa duração sobre a cama, telas em portas e janelas, além de evitar frequentar locais próximos da beira do rio ao final da tarde até o amanhecer [horário em que há maior número de mosquitos transmissores de malária circulando].

Malária no Brasil

De acordo com levantamento do Ministério, em 2015, o Brasil registrou o menor número de infectados por malária dos últimos 35 anos. Foram notificados cerca de 143 mil casos, no período.

A doença é comum em regiões tropicais, como a Amazônia, que concentra 99% dos casos registrados no Brasil. “Nessas regiões é mais difícil de controlar, pois não dá para jogar veneno em uma região de floresta. O impacto no ecossistema seria imenso. No ambiente urbano, é mais simples de controlar, mas na região de floresta não tem como”, acredita Regia.

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