Vida saudável

Mais saudáveis: 5 pais contam como mudaram os hábitos por causa dos filhos

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Gabriela Ingrid

Do UOL

13/08/2017 04h15

Muitos pais estão cada vez mais fazendo o papel de... pais e participando ativamente da vida dos filhos. E a vontade de ter uma relação mais próxima com as crianças faz com que muitos homens mudem antigos hábitos que consideravam não tão saudáveis para ficarem 100% na hora de cuidar e curtir as crias. De homens que largaram o cigarro a outros que optaram por levar uma vida menos estressante, conversamos com cinco pais que decidiram se tornar pessoas melhores (e mais saudáveis) para seus filhos. Abaixo, leia os depoimentos na íntegra:

Trocou o estresse do escritório por uma vida mais caseira 

Gisa Sauer
Marcos Piangers, 36, Anita, 12, e Aurora, 5 Imagem: Gisa Sauer
“Eu achava que dinheiro era mais importante do que o tempo que eu passaria ali ao lado da minha esposa na gestação ou com a minha filha. Então foi um processo de desconstrução gradativa. Aos poucos, eu comecei a organizar minha vida profissional para ficar mais tempo com elas, viajar menos e poder trabalhar em casa. Nos mudamos para uma cidade mais tranquila e com o home-office eu consigo levar minhas filhas ao colégio.

Além disso, foi gradativa a questão de relacionar a vida profissional com a alimentação, especialmente a em relação à cerveja. Normalmente, a gente está acostumado a sair do escritório, tomar uma cervejinha e isso vai se estendendo. Foi muito importante equilibrar essa questão na minha vida e entender que, da mesma forma que eu estava curtindo, minha esposa também gostaria de sair com as amigas dela. Então, hoje eu posso garantir que ela sai muito mais do que eu, porque eu acabo priorizando o tempo com as meninas e eu fico bem feliz com essa decisão.”

Marcos Piangers, escritor e palestrante, 36 anos.

Parou de fumar para poder segurar a filha prematura no colo

Arquivo pessoal
André Granetto, 28, e Ana Clara, na maternidade Imagem: Arquivo pessoal
“Quando descobri que seria pai, já comecei a pensar em parar de fumar. Não só por conta da qualidade de vida, mas também porque eu já sabia que as crianças imitam tudo o que os pais fazem e essa não era uma coisa que eu queria ensinar para ela. Mas nada é tão fácil assim e, no mesmo dia que ela nasceu, eu parei de fumar e voltei horas depois. Porém, o nascimento da minha filha não foi normal. Ela nasceu prematura extrema, de 25 semanas e 3 dias, pesando apenas 700 gramas.

Como o pulmão é o último órgão a se desenvolver, o dela era extremamente frágil e imaturo, tanto que tem displasia [desenvolvimento anormal dos tecidos do pulmão] por conta da prematuridade. Isso significa que ela não pode conviver com fumantes e eu não poderia, por exemplo, fazer o canguru com a minha filha na UTI se eu não parasse de fumar. Essa foi a motivação que eu precisava para largar o cigarro e, duas semanas depois que ela nasceu, parei de vez. Foi superdifícil, tinha momentos que eu sentia uma vontade absurda, chegava a suar frio, mas a perspectiva de carregar a minha filha no colo me deu forças para aguentar e, depois de alguns dias, a crise de abstinência passou. Eu jamais teria parado de fumar se não fosse por ela”.

André Granetto, tradutor, 28 anos.

Mudou a alimentação, perdeu 6 quilos e hoje prioriza o sono

Arquivo pessoal
Thommy Sossai, 34, e Aya, 8 meses Imagem: Arquivo pessoal
“Eu sou profissional do marketing e minha esposa é fotojornalista, então a gente tinha uma vida muito de rua, muito social, cheia de eventos e reuniões. Com a chegada da nossa filha, mudei a minha perspectiva e muitos dos meus hábitos. Parei de sair à noite e de ficar acordado até tarde. A alimentação ficou mais qualitativa, a gente passou a fazer a nossa própria comida e emagrecemos bastante por conta disso. Eu perdi seis quilos. O consumo do álcool também diminuiu.

Quando você se descobre pai, tudo muda. A relação com você mesmo muda, a relação com a sua esposa muda, com seus amigos, seus familiares, com todos. Eu, por exemplo, sempre fui uma pessoa da madrugada, seja para trabalho ou para festa. E não é que eu não deixei de ser, eu ainda sou, mas bem menos. Antes eu ia até às 3h, 4h da manhã trabalhando, acordava 7h e seguia o dia. Hoje eu só consigo ir até meia-noite e está tudo bem”.

Thommy Sossai, empresário, 34 anos.

Começou a fazer exercícios e a se alimentar melhor

Arquivo pessoal
Filipe Generoso, 34, e Valentina, 2 Imagem: Arquivo pessoal
“Assim que tomei ciência da notícia que a Valentina estava a caminho, o medo de não estar presente para cuidar e proteger minha filha foi muito intenso. Lembro de ter medo de atravessar a rua e morrer atropelado. Mas a minha mudança mais radical foi na forma de pensar sobre o que é ser pai. Vejo muitas pessoas comentando ‘Nossa, você ajuda muito sua esposa’. Sempre corrijo, afirmando que não ajudo, apenas sou pai. Desde os primeiros dias sempre fiz questão de dar banho, mamadeira, trocar fraldas e passar as noites acordado, cuidando das cólicas e afins. Sempre pensei que se a mãe pode, eu também posso. E assim levo até hoje essa filosofia de compartilhar todos os momentos, desde fazer a comida até colocar para dormir.

Hoje a Valentina está com 2 anos e 3 meses e falando das mudanças pessoais que tive ao longo desse período algumas se destacam mais. Por ter medo de não estar presente, a primeira foi na alimentação. Nunca fui de ligar se algo fazia ou não mal para a saúde, mas hoje me vejo escolhendo alimentos mais saudáveis, com medo de ter alguma doença e deixá-la antes do tempo. Comecei a fazer exercícios regularmente, coisa que nunca havia feito na vida. Check-ups anuais também fazem parte da minha rotina hoje. Algumas mudanças na vida profissional também foram bem claras após a paternidade. Hoje procuro ao máximo não estender o horário de trabalho. Sempre que possível estou presente. Após o trabalho, tento chegar o mais breve possível em casa. Vejo esse tempo como uma prioridade nas nossas vidas, pois já passamos o dia todo distantes por conta de escola e trabalho, então aproveito ao máximo essas horas que temos juntos.”

Filipe Generoso, analista de orçamentos, 34 anos.

Parou de comer carne para preservar o mundo aos filhos

Arquivo pessoal
Rafael, 28, Diego, 2, e Carmem, 4 meses Imagem: Arquivo pessoal
“Meus filhos tiveram grande influência em minha decisão de parar de comer carne. Quando o mais velho tinha cerca de sete meses (hoje ele está com dois anos e sete meses), vi um documentário sobre como o consumo de carne é insustentável para o planeta e parei por completo. Eu sinto que não consumir a carne diminui o meu papel na destruição ecológica, já que botei dois seres no mundo que vão consumir recursos. É um jeito de equilibrar a balança.

Eu não sei por que não tomei essa decisão antes. Parar de comer carne é um ato simples e ao mesmo tempo muito poderoso. O hábito de todos aqui em casa mudaram, mesmo os que seguem consumindo carne. Hoje o meu pequeno come carne, mas assim que ele quiser conversar sobre por que o papai não come, a opção será dada para ele”.

Rafael Potenza, produtor de vídeo, 28 anos.

 

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